Poemas Dele

Adágio do Presságio  (Poemas Dele) escrito em quarta 31 outubro 2007 03:32

No breu da noite a vida insiste,
Colhendo lento o ar gratuito,
Trocando gases no pulmão aflito.
No peito, o coração afadigado resiste
Irrigando a carne, quase sem pressa
Espreita o dia, e a dor se expressa. 
No íntimo da ilusão adormecida, silencia
E sonha com o passado que não regressa,
Sem saber se acorda ou eterniza a fantasia
Na imobilidade do corpo, a solidão disfarça.  
Sentimentos, imagens e falas malditas, adágio
Da verdade invisível, sutil e proeminente
No devaneio do sono, como presságio,
De que a mentira persiste, indecente!
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POEMEU mas nem tanto . . .  (Poemas Dele) escrito em quarta 31 outubro 2007 03:31

Este poema não é meu!
Mas se fosse meu, seria seu
Para que soubesses o quanto sou teu.
Mesmo não sendo meu,
Idealizado e escrito por plebeu
Que de tanto amor, mesmo ateu
Rezou por um consentimento seu.
Este alguém que não foi Teseu,
Pela mitologia do beijo teu,
Com o desejo em apogeu,
Direcionado a um só ser: Eu!
Voando por aí,
Em algum lugar no ar
estou te vendo fingindo não me ver.
Sempre sentada em uma das estrelas
Em ótima posição,
segura, para me observar.
Você brincando,
eu levando a sério
Você levando a sério,
eu brincando ...
Estava só esperando você crescer.
Trocaria todas as balas do mundo
por um momento dentro dessa sua imaginação.
Você trocaria todos os voos por um beijo meu de hortelã,
cereja, uva, morango, que gosto fosse!
Que fantasia louca essa sua
e também a minha.
Seu voo sempre está além de mim!
Sentado em outra estrela
vejo você me esperando chegar.
Doce que és e muito linda
vou soprar junto com o vento
mais mil e um desencontros
e lhe levar novamente para longe, bem longe.
Por acreditar ainda numa saída
Quero que o vento seja banido da terra
e todas as estrelas sejam cadentes
ou que os anjos decidam juntar nossas mãos com força
abençoando esse doce amor quase impossível.
Pois tenho idade demais,
E você, tempo pra perder,de menos!
 
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Palavras  (Poemas Dele) escrito em quarta 31 outubro 2007 03:30

Bom Dia! Boa Tarde! Boa Noite!
É só uma saudação.
Pode expressar muito, mas
São palavras. 
Quem ama diz: Estou com Saudade!
Mas pode dizer de outras formas:
Sinto tua falta; Sofro sua ausência . . .
São palavras. 
Quem não ama diz o que quer,
Mesmo não sendo sincero,
Talvez nem queira ferir, afinal
São palavras. 
Quando se perde o respeito,
Viram pó os bons sentimentos,
Até que dizemos: Adeus!
São palavras? 
Adeus dá medo, é o fim de tudo.
O ódio, o rancor ou só a mágoa
Ocupam os espaços do amor.
São palavras? 
Expressões, saudações, sentimentos,
Florescem no cotidiano. Mas Adeus,
Só dizemos no fim, quando tudo acaba . . .
E não é só uma palavra! 
Adeus é nunca mais.
Adeus é perpétuo.
Adeus é Adeus.
Adeus!
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Os ciúmes sabem tudo  (Poemas Dele) escrito em quarta 31 outubro 2007 03:28

Tempos recentes, habitos contemporâneos,
Não se abriu o coração magoado, estressado.
Por conta do que acredita ser, os pecados.
Sem orgulho, navega com liberdade. Ancorada! 
Por não saber o que pensa, como acostumou,
Sabendo se queria, por decoro,
Apenas a parte mais leve ou recatada
De que pudesse aceitar. Hipocrisia! 
Mas lecionou diferente, fazendo crer
Que tudo era como dizia, acreditou.
E sem pensar que falam os olhos,
Não ensinou a duvidar. Lealdade! 
Morreu, mesmo que pense, fale, chore ou ande.
Nutrido, que adormeça mesmo que pouco,
Sensitivo ou dedutivo, sempre atormentado
Pelos silêncios. Mentiras! 
Na realidade que se opõe ao passado
Explode o ciúme, grãos de areia amontoados.
Cada grão uma verdade, cada verdade um pecado.
Cada pecado, uma traição. Remorso! 
A cada remorso um perdão, mas apenas para alguns
Poucos pecados conhecidos. Outros sem perdão estão,
Camuflados em silêncios, que falam apenas ao ciúme.
Os ciúmes sabem mais que a verdade!
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Objetivamente Subjetivo  (Poemas Dele) escrito em quarta 31 outubro 2007 03:27

 Insônias da noite, fantasmas do dia
Aprisionados no ócio da mente vadia.
Dimensões paralelas, real e hipócrita. 
Vasculha os passos, engodo.
Sem desistir da busca, urdidura.
Quando não procura, acha. 
Iluminados os índicios, despista!
Trama desculpas, costuradas
Com agulhas ferinas. Candura.
Falseia o embriagado coração. 
Quando tudo se encaixa, despreza.
Entende e reconcilia. Ama mais ainda nua,
Agora só na lembrança, liberta
Para quem não se interessar, possa.
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