ABORDAGEM PRAZEROSA  (Contos Dela) escrito em sexta 04 julho 2008 02:04

Eu jamais teria olhado, mas uma vitrine refletiu a imagem dela e vi seu sorriso e o olhar baixo, observando meu corpo bem no meio. Não costumo dar bola para “psiu” e cantadas baratas as minhas costas.

Mas algo em mim aceitou e fiz uma pose de descontraída, como se estive observando o sapato, que realmente me interessou. Então a bunda ficou assim, naquela posição que costumam dizer: “como Napoleão perdeu a guerra”.

Ela soltou outra observação quase chula. E por incrível que possa parecer, me excitei.

 

Entrei na loja e ela entrou também. A moça veio ao meu encontro e perguntou:

- Vocês estão juntas? Posso ajudar?

- Não! Mas vamos ficar! Ela respondeu.

Eu virei surpresa e ela sorriu, eu sorri também. Sei lá exatamente por que. Sua segurança e ousadia acabaram por me fazer curiosa onde tudo aquilo terminaria. Então a moça sorridente e prestativa perguntou o que eu desejava e respondi; apressou-se em buscar o sapato que eu queria provar. Foi então que ela se apresentou, fazendo questão de apertar minha mão estendida e ainda dar os dois beijinhos no rosto.

 

E conversou comigo, como se me conhecesse há décadas, chegando a opinar sobre o sapato e até sugerir um outro, que acabei comprando. Saímos da loja para um café e ficamos conversando quase o resto da tarde.

Nem saberia dizer sobre o que falamos, exatamente, porque ela interrompia cada frase para me elogiar, exacerbando predicados que eu até acho que tenho, mas não tão exageradamente ditos.

Depois me convidou para a sua casa, não muito longe mas que foi necessário usar o carro. E foi no carro que ela começou a me tocar. Primeiro nas coxas, depois no meio delas. Eu fui ficando cada vez mais excitada até que na garagem do prédio dela, consenti num beijo roubado e que depois eu mesma não queria que parasse mais.

 

E tudo foi se precipitando, desde o desembarque, durante o uso do elevador até a porta do apartamento, aonde já cheguei desabotoada, desalinhada e completamente entregue aos seus desejos. Mas foi durante o momento que ela me despia que eu tive a certeza de que queria ser dilacerada pela boca e pela força dos dentes que ela usava contra meus seios empinados, empertigados e abarrotados de tesão. Meus gemidos não passaram por estágios, não iniciaram com sussurros, foram diretamente para a expressão gutural da dor. As mordidas eram tão intensas e freqüentes por todos os lados dos seios, que temi pela perda de partes deles. Mas o que normalmente me levaria a uma reclamação, me levou ao êxtase. E eu queria cada vez mais e mais forte.

 

Perceptiva, ela abrandou seus intentos, chupando-os mansamente. Mas deliciosamente excitante. E seguiu assim, para baixo, fazendo eu me contorcer quando passou pela barriga. Ora querendo rir, ora querendo gemer mais alto.

Nas coxas ela me fez arreganhar as pernas, indicando o caminho que eu desejei que ela seguisse. Pouco se importou com minha vontade. Virou-me de bruços, sem parar de morder minhas nádegas, abriu-as e enfiou a língua por todo o vale. Foi acima e abaixo, por incontáveis vezes, concentrando-se no orifício anal por dezenas de minutos, depois.

Implorei, prometi deixar fazer o que quisesse, mas ela só queria ficar ali me enlouquecendo.

 

Finalmente, estendeu a mão e retirou debaixo do colchão um dildo descomunal; que absorvi como se fosse de forma e tamanho normais. Só o berreiro de prazer denunciou que eu nunca sentira tanto tesão como naquele instante. Meu orgasmo foi prolongado e exuberante, porque nunca parou o vai-e-vem que promoveu.

Então sua boca chegou ao clitóris, novamente remexida de um lado para o outro, na posição que ela desejou. Uma outra sensação associou-se com o término do meu gozo anal e outra vez me vi aberta para experimentar sua língua por toda a região da virilha até o púbis.

 

Podia perceber o calor naquela região, assim como a umidade que jorrava, escandalosa. Os sons dos chupões e meus gemidos quase histéricos foram substituídos pelos gritos de incentivo que pronunciei. Estendeu de novo o braço para debaixo do colchão e sacou uma nova “arma” que não cheguei a por os olhos, apenas ouvi o barulhinho sendo acionado. Depois foi a sensação de invasão, iniciada nas bordas e depois a penetração firme, mas vibratória; vagina adentro.

Foi como um ferro em brasa que encontra mais brasa. O calor gerado e os movimentos em todas as direções me fizeram escrava daquele prazer. Mexi e remexi o quadril, gritei e pedi o que quis, fui atendida até que explodi, ou implodi. Nem sei! Sei que gozei desesperada. Sei que me agarrei nas bordas da cama. Sei que gritei tudo que sentia. Sei que solucei, ri e chorei de tanto gozar.

 

Depois só carinhos de um par de mãos macias e quentes, por toda a minha pele.

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