A CONHECIDA  (Contos Dela) escrito em quinta 05 junho 2008 04:58

ELE estava me contando umas coisas da sua semana pelo MSN, quando citou que ela passaria pela cidade a caminho do seu destino. Tenho tesão nessa mulher, uma lésbica minha conhecida com olhos mais que misteriosos. Sabia que ELE tinha o telefone dela mas não quis pedir na hora. Em outro dia consegui dele o número e então liguei:

- Oi tudo bem? Sabe quem está falando?

- Não! Fala mais, quero ver, acho que estou reconhecendo . . .

- Soube que você vai passar aqui pela cidade, não quer ficar uma noite aqui pra conhecer os points?

- Caramba, já sei quem é! Como conseguiu meu número?

- ELE tem, você passou pra ele, não lembra?

- Lembro, agora. Mas não sei se vou passar no fim de semana, acho que só segunda-feira pela manhã.

- Bem, agora você tem meu número, se for passar aqui me liga. Tchau!

- Tchau! Pode deixar, se passar por aí eu ligo sim.

 

Na sexta-feira o telefone tocou avisando o recebimento de um SMS. Vi que era dela. A mensagem dizia que ela viria no domingo, final da tarde. Mandei outro SMS de volta avisando que estaria esperando. Depois fiquei pensando, onde poderia levá-la no domingo a noite? Lembrei do Jack In que abre a partir das 18h no domingo, nunca estive por lá nestes dias mas se estivesse aberto mesmo já estava de bom tamanho. Quando a hora chegou fui me encontrar com ela, sem no entanto poder utilizar meus melhores artifícios de atração: roupinhas que mostram o máximo e escondem o mínimo. O frio da cidade não permite. O jeito era usar minha capacidade de flerte com as regras pré-estabelecidas: segredo do nosso encontro. Duas coisas iam despertar a curiosidade dela. A primeira, nem cogitava responder, que deveria ser o “por que” de tanta atenção com ela. Que descobrisse sozinha, depois. O segundo, sobre ninguém saber, era para ela não ficar contando na cidade dela que saiu comigo. Aquela gente lá é muito tradicional, conservadora, não quero meu nome vagando pelas línguas da comunidade local. E “valorizando” nosso inocente encontro para conhecer lugares que ela gosta, certamente despertaria nela a pergunta que não se calaria dentro da sua mente: Ela gosta de mulher? O que a instigaria a “testes” que presumi serem os mais deliciosos joguinhos de sedução que ela certamente saberia jogar.

 

Encontrei-me com ela e fiz toda aquela cena necessária para que meus planos se concretizassem. Levei para um lanche (ela chegou com fome), passeei pela cidade num tour rápido e objetivo: aqui é isso, ali é aquilo, eu moro para aquele lado (sem dar a direção efetiva), trabalho naquela outra direção, uma certa confusão para deixá-la sem saber como introduzir o assunto, ainda. Quando deu a hora que o bar abre, rumei para lá. No caminho fui falando dos lugares que ela provavelmente gostaria de conhecer, mas que eu não sabia como chegar por nunca ter ido. Mas que tinha um que uma amiga da academia disse ter passado uma noite agradável e que poderíamos conhecer. Não era longe dali. Chegamos ao local alguns minutos depois. Toda a preocupação dela estava onde ela ficaria aquela noite, quando prosseguiria a viagem, as coisas práticas do mundinho dela. Eu não poderia dizer nada, como falaria que meus planos eram passar uma tórrida noite de sexo com ela? Eu queria ser “seduzida”, queria experimentar seus propalados dotes de “abatedora” de mulheres sem nenhuma experiência homossexual. Aquilo me fascinava.

 

Chegamos no bar e estava sem a lotação costumeira das noites de sábado, que costumo freqüentar. Escolhi uma mesa bem no canto, a ocasião merecia o máximo de privacidade possível. Perguntei o que queria beber e ela escolheu cerveja, que eu já sabia ser sua preferência. Depois de uns dois goles, sugeri que ela fosse dar uma volta para conhecer todo o local.

- Eu vou ficar bem, pode ir, não se preocupe.

Com isso quis demonstrar uma certa ingenuidade quanto a freqüência em bares de lésbicas, onde ir sozinha representa sempre uma predisposição para ser assediada. Ela foi, provavelmente para pensar como deveria agir dali para adiante. Voltou poucos minutos depois, dizendo o que viu e perguntando se eu não queria fazer o mesmo para conhecer. Falei que depois, talvez. Insisti na manutenção de segredo absoluto sobre este nosso encontro, acrescentando a citação mágica que a faria pensar que eu estava disposta a encarar uma abordagem mais “excitante”.

- Posso confiar em você, não é? “Tudo que acontecer aqui” vai ficar só entre nós, não vai?

 

Se ela não entendesse o “tudo que acontecer aqui” como sendo o sinal verde, então ela não era o que costumam falar dela. Uma “pegadora” deliciosa; que fazia algum tempo vinha me instigando. Mas aconteceu como eu previa. Ela se disse “de confiança”, que eu não me preocupasse com ela, pois a “discrição” era a sua maior qualidade. Então colocou as garras de fora e começou a falar de mim, de como eu era bonita, atraente e que ela nunca “chegou” por esse e aquele motivo; que ela é uma pessoa que presa a amizade e todo um caminhão de justificativas. A música convidava a dançar e tomei a iniciativa, levantando-a da cadeira com uma das mãos. Ela ficou meia sem jeito, acho que não era o ritmo preferido dela, mas eu fiquei tão perto que roçar nela era inevitável.

Daquela posição para os seus braços enlaçarem minha cintura e minha boca ficar a centímetros da dela, foi só uma questão de eu querer. E eu quis! Então seus olhos ficaram fixados nos meus, meu sorriso a chamou ainda para mais perto e ela veio me beijar.

Senti meu corpo desejando seu abraço, sua língua penetrando minha boca ávida e tive que me conter para não levá-la dali direto para o primeiro motel que encontrasse.

 

Nós ficamos muito tempo assim, trocando beijos e suas mãos procurando explorar o meu corpo o máximo que era possível num local público. Até que ela perguntou se não tinha um lugar mais adequado para a gente ficar a sós. Encaminhei nossa saída do lugar e rumei para um motel. Ela veio me pegando e me deixando no clima até quando chegamos. Depois foi o delírio! Ela sugou meu ventre com a boca experiente, fez meus seios quase explodirem de tesão, arrancou de mim os mais sentidos gemidos e gritos de prazer. Sobre o meu corpo ela experimentou seu orgasmo, depois de extrair de mim os gozos mais alucinantes. Chegou ao deliro quando ofereci o sexo anal para sua ultima descoberta sobre minhas preferências. Com dedos ágeis e a língua percorrendo meus pontos mais excitados, penetrou-me sob meus pedidos de mais, mais forte, quero tudo. As explosões de gozo, sons prazerosos e sua própria satisfação, desfrutando do meu corpo; fizeram dela a mais sorridente e satisfeita mulher que gosta de mulher naquela noite. Tenho certeza!

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