Descobri o site de contos do MIDUAS no Orkut e passei a ser
leitora assídua. Felizmente para mim tinham acabado de
entrar de férias e pude recuperar a leitura de todas as
histórias, sem passar pela ansiedade de acompanhar as novas.
Fiquei impressionada como a gente acaba achando que certas
situações só acontecem conosco. Pelos relatos
pude constatar que o nosso cotidiano é rico em
situações que damos pouca ou nenhuma
importância. Em outras situações achamos que o
que fizemos foi fora de padrão e que não há
porque relembrar; sentimo-nos envergonhadas talvez. Então
fiquei encorajada a relatar um fato, para mim inusitado, que
aconteceu há mais ou menos dois anos. Era uma quinta-feira,
semana anterior ao Carnaval.
Havia chovido a semana inteira, estava entediada. Ninguém
merece estar de férias em Salvador com chuva. Minha prima
não resistiu e voltou pra casa. Acho que o negócio
todo tinha a ver com ela. Um dia depois e o sol voltou,
esplendoroso. Peguei minhas tralhas e fui para a praia, estava
hospedada na casa de uma amiga em Pituba. Quem conhece Salvador
sabe que esta praia fica na seqüência, a partir do Farol
da Barra, de Ondina, depois Campo Grande e Amaralina. Já
foram temas de canções dos baianos Gil, Caetano e
tantos outros. Minha parada ficava entre Amaralina e Pituba, quando
terminam as pedras e começa a faixa de areia mais
extensa.
Instalei-me no lugar de sempre e passei a tarefa de passar o
protetor solar. Depois fiquei ali me deliciando ao sol, após
vários dias de chuva intermitente. Perto de mim, um
guarda-vidas fazia ponto. Naquele dia ele puxou conversa.
- Você não é daqui, não é?
- Não! Sou gaúcha, mas moro atualmente no
Paraná.
- Percebi pelos hábitos. Toda organizada para vir pra
praia.
- Organizada? Como assim?
- Suas coisas, tudo em sacolinha, saquinhos, tudo em seu
lugar.
- Melhor né? Assim sei onde encontrar o que preciso.
Ele ficou falando sem tirar os olhos do mar, raramente me dirigia a
palavra de frente, sempre atento aos banhistas na água.
Depois de alguns minutos disse que precisava circular e se foi.
Fiquei observando seu corpo bem trabalhado, certamente malhado em
academia e exercícios apropriados para praticar a
natação quando necessário. Era um homem
bonito, pele morena e ainda mais escura em razão da
exposição contínua ao sol de Salvador. Vinte
ou trinta minutos depois ele voltou e continuamos a conversar,
futilidades.
Na quarta ou quinta vez que retornou ele me disse, meio
contrariado.
- Caramba, hoje vou ter que dobrar meu turno. Faltaram dois
colegas.
- Nossa, que trabalheira heim?
- Tá tranqüilo hoje, mas ficar de pé um dia
inteiro na praia, cansa.
- Que ia fazer se saísse no seu horário,
perguntei.
- Ia surfar, ou talvez sentar aqui ao seu lado e ficar
conversando.
- Bem, neste caso só não vai sentar, mas já
está conversando comigo, disse entre sorrisos.
Voltou a circular e fiquei pensando que ele era bem interessante. O
dia foi passando, sai para uma barraca e comi um lanche, depois
fiquei bebendo cerveja até o entardecer. Ele voltava, dizia
que estava morrendo de inveja de me ver bebendo cerveja e arriscou
perguntar se eu ficaria até as seis, hora que largaria sua
dupla jornada.
- Pretendo, adoro o mar assim no crepúsculo. Respondi.
- Então vou poder beber uma cerveja com você?
- Está me convidando ou espera que eu o convide?
- Você me convida para a cerveja e eu lhe convido para uma
festa, combinado?
Depois que saiu para uma última circulada pela praia, voltou
já sem os apetrechos de guarda-vidas. Agora vestia um
bermudão e uma camiseta sem mangas. Chegou pelo
estacionamento logo atrás de mim, em um bug amarelo.
- Acabou! Agora vamos a uma cervejinha gelada que ninguém
é de ferro; disse sorrindo.
- Que festa é essa que vai me convidar, perguntei.
- Um lual, mais adiante, em Itapuã. Conhece já?
- Fui lá umas duas vezes, aquelas com os coqueiros
né?
- É, essa mesma. Tinham bem mais coqueiros quando eu era
moleque, agora têm poucos. Rola um lual legal lá,
tenho uns amigos que organizam. Dá até para tomar
banho de mar a noite, já experimentou?
- Não, nunca. Mas não é perigoso?
- Não, se você conhecer a praia. E você
estará com um guarda-vidas, esqueceu?
Algum tempo depois, já escuro, fiz menção de
ter que ir até a casa tomar banho e me trocar, mas ele disse
que o barato do lual é você ir direto da praia,
“esticar”, como ele colocou. Aceitei experimentar, tudo
era novo e então vamos fazer como sugerido. Também
andaria de bug pela primeira vez, era como andar de moto sem os
riscos mais pertinentes. Seguimos pela orla e o movimento foi
ficando mais escasso. Chegamos ao local e pude ver as tochas sendo
acesas; os amigos dele se desdobrando para ultimar os preparativos
e um grupo instalando os instrumentos para fazer o som da festa.
Não se passou meia-hora para eu perceber que seria uma festa
grande, tanta eram as pessoas que chegavam, umas após as
outras.
Os batuqueiros iniciaram suas performances e a coisa toda
começou a acontecer. Gente dançando, rindo, se
instalando pela areia, bebendo e conversando animadamente. Era um
clima super aconchegante, feliz, contagiante. Ele me trouxe um
pratinho de plástico com uma porção generosa
de bobó de camarão, que saboreie deliciada, estava
mesmo com fome. Dançamos, conversamos e mais tarde ele me
convidou para o mar. Afastou-nos do eixo da festa, onde era mais
escuro, o que tornava a paisagem ainda mais linda. Para minha
surpresa o mar estava quente, senti um prazer intenso de estar ali
com aquele homem forte e delicado.
Sem qualquer tipo de resistência ou pudor, deixei e retribui
o abraço e beijo que ele me deu com água até
quase o pescoço. Tive que ficar na ponta dos pés, mas
logo seus braços fortes me suspenderam e nossos corpos se
encaixaram. Então senti seu membro ereto me tocar e um
tesão se apoderou de mim. Revelei-me para ele através
do beijo, não precisamos falar nada.
Primeiro ele tirou a parte de cima do biquíni, que foi para
o bolso do seu bermudão. Senti meus peitos colarem no seu
tórax musculoso. Suas mãos ágeis retiram a
calcinha do biquíni, sem que eu esboçasse qualquer
reação. Logo senti seu membro penetrar minha
xoxotinha já ansiosa. Gemi de dor e prazer com a entrada
daquele falo poderoso vagina adentro.
Segurando-me pelas ancas, ele me penetrava e saia de dentro de mim
em movimentos compassados, sentia a ardência e o prazer
intercalado e prazeroso. Atingi o orgasmo com gemidos que foram
ficando cada vez mais escandalosos, pois ele continuava a me foder,
enquanto eu me entrelaçava com as pernas nas suas coxas e
bunda. Só gozou quando atingi meu segundo orgasmo, e desta
vez senti a necessidade de externar meu prazer com gritos
alucinados. Depois fiquei toda mole, sem forças para me por
de pé dentro do mar. E ele me suportou inteira, me tomando
nos braços e me trazendo para a praia, bem na beirinha, onde
as ondas lambiam meu corpo quase desfalecido. Estava me sentindo
dormente, extasiada, saciada.
Me peguei querendo continuar a senti-lo. Resolvi chupa-lo e peguei
seu membro ainda flácido nas mãos. Pude sentir na
boca ele crescer a cada lambida, cada engolida, cada chupada com
leve gosto de sal. Brinquei com seu falo até que minha boca
cansou, de tantos movimentos repetidos em torno daquele membro
imenso e duro. Pensei em me deitar no seu ombro e descansar um
pouco, mas custei a largar tanto prazer.
Mas ele queria mais. Colocou-me de bruços na areia e se
alojou entre minhas coxas. Logo senti o que pretendia, deixei
rolar. Delicadamente, mas com muita firmeza, penetrou meu
ânus com eficiência. Então fui a loucura! Sabia
fazer aquilo com maestria. Atingia todos os meus pontos de prazer e
ao mesmo tempo me transmitia a necessidade de expressar meu
tesão. Gritei como louca, pedi mais, exorcizei meus receios
de ser taxada de puta e berrei impropérios contra mim mesma.
A cada palavra mais seu membro penetrava, mas prazer extraia do meu
corpo e mais eu berrava. Jamais tinha feito sexo assim, tão
intenso.
Me soltei!
Podia sentir seu saco bater na minha xoxota, seu membro penetrar
com a força descomunal que me endoidava, me fazer gozar
seguidamente até quase desmaiar na areia. Quando ejaculou,
pude sentir seu fluído quente dentro de mim, adorei
aquilo.
Gostei tanto que me revirei e sentei sobre ele, fazendo eu os
movimentos de entra e saí, de cócoras. Suas
mãos fortes apenas direcionavam minha bunda, mas esta pegada
aumentava meu tesão. Quando gozei mais uma vez sentei em
cima dele, podendo perceber todo o seu poder dentro de mim,
latejando. Então me joguei para o lado e o mar veio me
acariciar, me refrescar, me acordar daquele transe de prazer.
Ele me abraçou gostoso e ficou dizendo elogios ao pé
do meu ouvido, me chamando de gostosa, tesuda, linda . . . Fui ao
céu!
Fiquei beijando suas mãos e logo após já
estava chupando seus dedos. Não estava me reconhecendo.
Virei uma tarada, de uma hora para outra. E eu fui quem tomou a
iniciativa, partindo para cima dele e querendo mais.
Nem sei de onde retirei forças para repetir todas aquelas
vezes que fizemos sexo, ali na beira do mar, sempre com o mar nos
acariciando.
Mais tarde voltando para a festa, quase tropeçamos em outros
casais e rimos muito. Não éramos os únicos, as
pessoas são assim, só se reprimem e não
experimentam o melhor da vida, se escondem atrás de seus
medos, seu falso moralismo.
Até minha volta da Bahia repeti aquele lual com meu
guarda-vidas em inúmeras oportunidades. Pena que nunca mais
pude voltar lá.
SE VOCÊ TEM
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