MAR NOTURNO  (Contos das Leitoras) escrito em domingo 01 junho 2008 20:40

Descobri o site de contos do MIDUAS no Orkut e passei a ser leitora assídua. Felizmente para mim tinham acabado de entrar de férias e pude recuperar a leitura de todas as histórias, sem passar pela ansiedade de acompanhar as novas. Fiquei impressionada como a gente acaba achando que certas situações só acontecem conosco. Pelos relatos pude constatar que o nosso cotidiano é rico em situações que damos pouca ou nenhuma importância. Em outras situações achamos que o que fizemos foi fora de padrão e que não há porque relembrar; sentimo-nos envergonhadas talvez. Então fiquei encorajada a relatar um fato, para mim inusitado, que aconteceu há mais ou menos dois anos. Era uma quinta-feira, semana anterior ao Carnaval.

Havia chovido a semana inteira, estava entediada. Ninguém merece estar de férias em Salvador com chuva. Minha prima não resistiu e voltou pra casa. Acho que o negócio todo tinha a ver com ela. Um dia depois e o sol voltou, esplendoroso. Peguei minhas tralhas e fui para a praia, estava hospedada na casa de uma amiga em Pituba. Quem conhece Salvador sabe que esta praia fica na seqüência, a partir do Farol da Barra, de Ondina, depois Campo Grande e Amaralina. Já foram temas de canções dos baianos Gil, Caetano e tantos outros. Minha parada ficava entre Amaralina e Pituba, quando terminam as pedras e começa a faixa de areia mais extensa.

Instalei-me no lugar de sempre e passei a tarefa de passar o protetor solar. Depois fiquei ali me deliciando ao sol, após vários dias de chuva intermitente. Perto de mim, um guarda-vidas fazia ponto. Naquele dia ele puxou conversa.
- Você não é daqui, não é?
- Não! Sou gaúcha, mas moro atualmente no Paraná.
- Percebi pelos hábitos. Toda organizada para vir pra praia.
- Organizada? Como assim?
- Suas coisas, tudo em sacolinha, saquinhos, tudo em seu lugar.
- Melhor né? Assim sei onde encontrar o que preciso.

Ele ficou falando sem tirar os olhos do mar, raramente me dirigia a palavra de frente, sempre atento aos banhistas na água. Depois de alguns minutos disse que precisava circular e se foi. Fiquei observando seu corpo bem trabalhado, certamente malhado em academia e exercícios apropriados para praticar a natação quando necessário. Era um homem bonito, pele morena e ainda mais escura em razão da exposição contínua ao sol de Salvador. Vinte ou trinta minutos depois ele voltou e continuamos a conversar, futilidades.

Na quarta ou quinta vez que retornou ele me disse, meio contrariado.
- Caramba, hoje vou ter que dobrar meu turno. Faltaram dois colegas.
- Nossa, que trabalheira heim?
- Tá tranqüilo hoje, mas ficar de pé um dia inteiro na praia, cansa.
- Que ia fazer se saísse no seu horário, perguntei.
- Ia surfar, ou talvez sentar aqui ao seu lado e ficar conversando.
- Bem, neste caso só não vai sentar, mas já está conversando comigo, disse entre sorrisos.

Voltou a circular e fiquei pensando que ele era bem interessante. O dia foi passando, sai para uma barraca e comi um lanche, depois fiquei bebendo cerveja até o entardecer. Ele voltava, dizia que estava morrendo de inveja de me ver bebendo cerveja e arriscou perguntar se eu ficaria até as seis, hora que largaria sua dupla jornada.
- Pretendo, adoro o mar assim no crepúsculo. Respondi.
- Então vou poder beber uma cerveja com você?
- Está me convidando ou espera que eu o convide?
- Você me convida para a cerveja e eu lhe convido para uma festa, combinado?

Depois que saiu para uma última circulada pela praia, voltou já sem os apetrechos de guarda-vidas. Agora vestia um bermudão e uma camiseta sem mangas. Chegou pelo estacionamento logo atrás de mim, em um bug amarelo.
- Acabou! Agora vamos a uma cervejinha gelada que ninguém é de ferro; disse sorrindo.
- Que festa é essa que vai me convidar, perguntei.
- Um lual, mais adiante, em Itapuã. Conhece já?
- Fui lá umas duas vezes, aquelas com os coqueiros né?
- É, essa mesma. Tinham bem mais coqueiros quando eu era moleque, agora têm poucos. Rola um lual legal lá, tenho uns amigos que organizam. Dá até para tomar banho de mar a noite, já experimentou?
- Não, nunca. Mas não é perigoso?
- Não, se você conhecer a praia. E você estará com um guarda-vidas, esqueceu?

Algum tempo depois, já escuro, fiz menção de ter que ir até a casa tomar banho e me trocar, mas ele disse que o barato do lual é você ir direto da praia, “esticar”, como ele colocou. Aceitei experimentar, tudo era novo e então vamos fazer como sugerido. Também andaria de bug pela primeira vez, era como andar de moto sem os riscos mais pertinentes. Seguimos pela orla e o movimento foi ficando mais escasso. Chegamos ao local e pude ver as tochas sendo acesas; os amigos dele se desdobrando para ultimar os preparativos e um grupo instalando os instrumentos para fazer o som da festa. Não se passou meia-hora para eu perceber que seria uma festa grande, tanta eram as pessoas que chegavam, umas após as outras.

Os batuqueiros iniciaram suas performances e a coisa toda começou a acontecer. Gente dançando, rindo, se instalando pela areia, bebendo e conversando animadamente. Era um clima super aconchegante, feliz, contagiante. Ele me trouxe um pratinho de plástico com uma porção generosa de bobó de camarão, que saboreie deliciada, estava mesmo com fome. Dançamos, conversamos e mais tarde ele me convidou para o mar. Afastou-nos do eixo da festa, onde era mais escuro, o que tornava a paisagem ainda mais linda. Para minha surpresa o mar estava quente, senti um prazer intenso de estar ali com aquele homem forte e delicado.

Sem qualquer tipo de resistência ou pudor, deixei e retribui o abraço e beijo que ele me deu com água até quase o pescoço. Tive que ficar na ponta dos pés, mas logo seus braços fortes me suspenderam e nossos corpos se encaixaram. Então senti seu membro ereto me tocar e um tesão se apoderou de mim. Revelei-me para ele através do beijo, não precisamos falar nada.
Primeiro ele tirou a parte de cima do biquíni, que foi para o bolso do seu bermudão. Senti meus peitos colarem no seu tórax musculoso. Suas mãos ágeis retiram a calcinha do biquíni, sem que eu esboçasse qualquer reação. Logo senti seu membro penetrar minha xoxotinha já ansiosa. Gemi de dor e prazer com a entrada daquele falo poderoso vagina adentro.

Segurando-me pelas ancas, ele me penetrava e saia de dentro de mim em movimentos compassados, sentia a ardência e o prazer intercalado e prazeroso. Atingi o orgasmo com gemidos que foram ficando cada vez mais escandalosos, pois ele continuava a me foder, enquanto eu me entrelaçava com as pernas nas suas coxas e bunda. Só gozou quando atingi meu segundo orgasmo, e desta vez senti a necessidade de externar meu prazer com gritos alucinados. Depois fiquei toda mole, sem forças para me por de pé dentro do mar. E ele me suportou inteira, me tomando nos braços e me trazendo para a praia, bem na beirinha, onde as ondas lambiam meu corpo quase desfalecido. Estava me sentindo dormente, extasiada, saciada.

Me peguei querendo continuar a senti-lo. Resolvi chupa-lo e peguei seu membro ainda flácido nas mãos. Pude sentir na boca ele crescer a cada lambida, cada engolida, cada chupada com leve gosto de sal. Brinquei com seu falo até que minha boca cansou, de tantos movimentos repetidos em torno daquele membro imenso e duro. Pensei em me deitar no seu ombro e descansar um pouco, mas custei a largar tanto prazer.

Mas ele queria mais. Colocou-me de bruços na areia e se alojou entre minhas coxas. Logo senti o que pretendia, deixei rolar. Delicadamente, mas com muita firmeza, penetrou meu ânus com eficiência. Então fui a loucura! Sabia fazer aquilo com maestria. Atingia todos os meus pontos de prazer e ao mesmo tempo me transmitia a necessidade de expressar meu tesão. Gritei como louca, pedi mais, exorcizei meus receios de ser taxada de puta e berrei impropérios contra mim mesma. A cada palavra mais seu membro penetrava, mas prazer extraia do meu corpo e mais eu berrava. Jamais tinha feito sexo assim, tão intenso.
Me soltei!

Podia sentir seu saco bater na minha xoxota, seu membro penetrar com a força descomunal que me endoidava, me fazer gozar seguidamente até quase desmaiar na areia. Quando ejaculou, pude sentir seu fluído quente dentro de mim, adorei aquilo.
Gostei tanto que me revirei e sentei sobre ele, fazendo eu os movimentos de entra e saí, de cócoras. Suas mãos fortes apenas direcionavam minha bunda, mas esta pegada aumentava meu tesão. Quando gozei mais uma vez sentei em cima dele, podendo perceber todo o seu poder dentro de mim, latejando. Então me joguei para o lado e o mar veio me acariciar, me refrescar, me acordar daquele transe de prazer.

Ele me abraçou gostoso e ficou dizendo elogios ao pé do meu ouvido, me chamando de gostosa, tesuda, linda . . . Fui ao céu!
Fiquei beijando suas mãos e logo após já estava chupando seus dedos. Não estava me reconhecendo. Virei uma tarada, de uma hora para outra. E eu fui quem tomou a iniciativa, partindo para cima dele e querendo mais.
Nem sei de onde retirei forças para repetir todas aquelas vezes que fizemos sexo, ali na beira do mar, sempre com o mar nos acariciando.

Mais tarde voltando para a festa, quase tropeçamos em outros casais e rimos muito. Não éramos os únicos, as pessoas são assim, só se reprimem e não experimentam o melhor da vida, se escondem atrás de seus medos, seu falso moralismo.
Até minha volta da Bahia repeti aquele lual com meu guarda-vidas em inúmeras oportunidades. Pena que nunca mais pude voltar lá.


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