Sou uma executiva de industria, minha responsabilidade inclui a
área de logistica. Ano passado estava me preparando para
sair de viagem para um fim de semana prolongado, o expediente
estava terminando. Era sexta-feira, restavam poucas pessoas na
planta e eu arrumava minha mesa quando o telefone tocou. A
telefonista estava procurando meu assistente, eu sabia que ele
já havia saído. Ela me disse que era um telefonema a
cobrar, alguém que precisava de uma definição
nossa, resolvi atender a ligação.
- Sim? No que eu posso ajudar?
- Eu sou Adriana, estou transportando uma carga de vocês,
tive um acidente na estrada, preciso de ajuda.
- Por que você não ligou para sua transportadora?
Não temos como ajudá-la, terceirizamos o transporte
aqui.
- Eu sou autônoma, peguei essa carga a pedido de vocês,
as transportadoras não fazem esta região, só
os ônibus. Mas a carga é muito grande pra eles,
então vocês me chamaram. Tive um acidente moça,
se não me ajudar a carga não vai chegar a
tempo.
Eu não sabia nada sobre aquele assunto, são detalhes
que meu pessoal coordena, não tinha idéia de tipo de
ação deveria tomar, mas uma coisa era certa: estava
na rota para o meu destino, então não custava nada
dar uma parada no lugar onde aconteceu o acidente. Anotei a
localização e sai em direção ao
acidente na estrada. Quando cheguei no local indicado encontrei um
caminhão pequeno, mas quase novo, com a ponta de eixo
quebrada. Um mecânico da região fazia a troca da
peça, a previsão de conserto era de algumas horas. O
problema da mulher era que não tinha dinheiro para pagar o
serviço. Isso eu podia resolver, um cheque seria a
solução; já que cartões de
crédito naquela região só em lojas e
restaurantes eram aceitos. Mas precisava aguardar o fim do
serviço, ia perder algumas horas ali.
Liguei para as pessoas com quem passaria o feriado e resumi o
problema, dizendo apenas que não esperassem por mim.
Não saberia precisar que horas chegaria no Hotel fazenda que
reservamos. A partir de então, o destino começou a
agir e eu não tenho certeza até hoje se foram
coincidências demais ou se eu tinha desejado isso,
intimamente.
Perto do local onde o caminhão se acidentou, havia uma
dessas churrascarias de beira de estrada, com borracheiro, posto de
abastecimento e oficina. Levei a moça comigo para esperarmos
mais confortavelmente, usei o carro por ser um local perigoso mas
dava até par ir caminhando. Minha curiosidade era grande,
uma mulher tão bonita e caminhoneira? Queria saber essa
história, deveria ter uma com certeza. Ela só era
bonita, rude e vestida quase como um homem, comportava-se de modo a
parecer um autêntico motorista de caminhão. Devia ser
uma defesa, sei lá. O fato é que tinha uma
história, era meu interesse no momento.
Filha única de caminhoneiro que faleceu em acidente alguns
anos antes, o dinheiro do seguro foi usado para comprar o
caminhão que dirigia agora, única coisa que sabia
fazer, além de cozinhar, lavar e passar roupas. Aprendeu a
guiar caminhão com o pai, a mãe havia morrido quando
ela era adolescente, momento que parou de estudar para
“substituir” a mãe nos afazeres
domésticos. Estávamos começando a comer quando
um barulho muito forte em frente a churrascaria, invadiu o
ambiente. Todos correram para a porta, inclusive nós. Um
caminhão sem freios atingiu meu carro estacionado como uma
pedra que rola morro abaixo. O impacto foi tão forte que o
caminhão subiu sobre o automóvel; depois que o
guincho retirou-o, o que antes era o teto ficou da altura dos meus
joelhos. Dentro do carro estavam minha mala, aparelho celular,
computador pessoal; tudo virou um monte de pedaços
imprestáveis em meio a ferro retorcido. Resumindo: fiquei
sem carro, perdi horas no processo de liberação do
registro policial, só sobrou a roupa do corpo e a bolsa com
a carteira, cheques, cartões e algum dinheiro que estavam
comigo.
Próximo das três horas da madrugada eu era agora uma
“carona” no caminhão da moça. Duas horas
adiante paramos em uma outra churrascaria, a idéia era ligar
para o meu pequeno grupo de amigos no Hotel fazenda para que eles
viessem me buscar ali. Mas ligar como? O número estava
gravado no celular que se foi no acidente. A moça estava a
uma hora do seu destino para descarregar as sete da manhã, o
entroncamento onde estávamos dava acesso para que ela me
levasse a cidade onde se localizava o Hotel fazenda; mas ficava
adiante, a esquerda, duas horas. Resolvemos que eu seguiria com ela
e depois tentaria alternativas na cidade. Alugaria um carro talvez,
tentaria localizar o telefone do Hotel ou coisa assim. Ela
precisava seguir adiante ainda por quase mil quilômetros.
Depois de duas faculdades, mestrado no exterior e inúmeros
cursos, eu era agora uma “ajudante de
caminhão”.
A viagem foi inusitada. Ela acesa com todos os acontecimentos e
acostumada a viajar a noite e dormir durante parte do dia; eu sem
sono pela excitação da situação em que
me encontrava e dos fatos recentes. Restavam-nos conversar sobre
eu, ela e suas aventuras na estrada. Ainda esperamos uma hora em
frente ao destino da carga por nós produzida, até que
abrissem os portões e fizessem o desembarque. Como eram
nossos clientes, colocaram-me a disposição o telefone
para eu tentar contato com o grupo de amigos no Hotel. Eram quase
sete e meia de sábado quando eu consegui falar com o Hotel.
Mas não com o meu grupo. Uma crise de apendicite em um deles
levou-os a outra cidade, ainda mais distante dali – e no
sentido inverso – em busca de socorro médico. Na
recepção o único número de telefone que
ficou registrado foi o do meu fax; claro, eu havia cuidado das
reservas. Entrei em pânico. Toda a minha
capacitação profissional de nada adiantou naquele
momento. Não havia rent-a-car naquela localidade. Precisava
ir adiante ou pegar outra carona no sentido inverso para voltar ao
ponto de partida, ou dele me aproximar.
Toda a rudeza da moça desapareceu, ela tornou-se meiga,
compreensiva e carinhosa. Disse que precisa dormir, estava acordada
na estrada desde o dia anterior e já há mais de
dezesseis horas. Mas que faria o possível para me ajudar.
Fomos para um Hotel de interior, o único no lugar, com
acomodações bastante acanhadas para o meu
padrão de vida. Mas eu não pensei duas vezes, aceitei
as ponderações, minha cabeça parecia que
explodiria a qualquer momento. Acordei perto das duas da tarde. Da
minha cama eu via o corpo dela banhando-se no chuveiro por
trás de uma cortina plástica transparente e com
flores azuis, fazendo as vezes de box. Tinha contornos robustos,
próprios de uma mulher que “pega no pesado”, mas
se eu não soubesse da sua profissão diria que malhava
em academia de musculação. Seus cabelos curtos quase
a transformavam num homem e se não fosse os seios poderia
dizer que não era um corpo feminino o que eu via. Ela saiu
enrolada numa toalha muito pequena, mal cobria seu corpo do busto
até as coxas. Escancarou um sorriso e disse para eu ir tomar
banho, que estávamos atrasadas.
Quando levantei da cama incômoda, meus músculos
pareciam estar pregados nos ossos, doía todo o corpo, estava
tensa; gemi e fiz inúmeras caretas antes de conseguir ficar
sentada. Ela disse que eu estava “tesa” e me ajudou a
ficar de pé e tirar a lingerie, sobre os quais fez
comentários enaltecendo meu bom gosto. Depois me conduziu
até o box, abriu o chuveiro que refuguei, a água era
fria sem qualquer possibilidade de aquecimento. Ela gargalhou.
Então usou o próprio corpo, agora nu, para me
forçar o acesso para debaixo da água e ficou ali me
impedindo de sair. Estendeu o braço e pegou um sabonete meio
usado; iniciando uma aplicação forte sobre minhas
costas. Foi massageando minhas costas e uma sensação
de prazer foi invadindo meu corpo. Aquelas mãos fortes
perderam a rispidez, agora era um misto de alívio para a
tensão e um carinho para o corpo. Estendi os braços
para frente apoiando-me à parede, enquanto ela descia com as
mãos costas abaixo, bunda, coxas e panturrilha.
Quando subiram novamente, suas mãos afagaram meus seios,
misturando carinhos e espuma do sabonete. Seu corpo estava
encostado ao meu e faziam movimentos verticais, mais intensos; e
horizontais, mais suaves. Quando suas mãos chegaram a altura
do meu umbigo, saltaram para a parte frontal das coxas, descendo
até quase os pés. Depois voltaram mais rapidamente e
fixaram-se na virilha e depois no púbis. Neste momento eu
gemi, aquilo era mais que prazer de uma boa massagem. Era
tesão!
Seus dedos me invadiram quase ao mesmo tempo em que sua boca beijou
e chupou minha nuca. Instintivamente abri as pernas e uma
penetração tímida ocorreu. Gemia e desejava
que ela fosse mais fundo. Queria mais, então me virei. Ela
estava transtornada, sua boca parecia que ia explodir, os
lábios inchados e semi abertos, com uma língua
sibilando entre os dentes. Ela me beijou e eu correspondi,
então se esfregou inteira sobre mim. Depois me retirou do
chuveiro e colocou-me na cama, onde foi direto sugar meu sexo que
vertia os fluídos daquela excitação. Tanto
chupou, tanto lambeu, tanto mordeu que eu atingi um orgasmo
explosivo em meio a gritos e frases de prazer.
Foram mais de quinhentos quilômetros assim. Na segunda-feira
depois do almoço, eu estava em uma metrópole
embarcando em um avião de volta a minha cidade. Agora, toda
sexta-feira quando o telefone toca, eu corro para atender. Mas
dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar!
SE VOCÊ TEM UMA HISTÓRIA
E QUER QUE EU A PUBLIQUE, BASTA QUE ASSEGURE SER VERDADEIRA E
ENCAMINHA-LA POR E-MAIL, AUTORIZANDO A PUBLICAÇÃO.
(ela_miduas@hotmail.com)
- Home
- O último artigo
- ENORME (MUITO GRANDE . . .)
- GAROTOS!
- CHUVA, CARRO E CHOPE
- MAR NOTURNO
- AMOR PROFISSIONAL
- A CAMINHONEIRA
- PRIMEIRA VEZ (CARIOCA)
- SONHO DE PRAZER
- NOITES QUENTES, BALADA FRIA
- FRIAS NOITES FRIAS
- A ESTAGIÁRIA