PRIMEIRA VEZ (CARIOCA)  (Contos das Leitoras) escrito em domingo 01 junho 2008 20:40

Estava navegando pela Internet e me deparei com este Blog. Li o último artigo e não consegui mais parar. Depois de ler os três últimos publicados, percebi que havia uma história comum, por detrás de cada artigo. Então fui para o primeiro artigo publicado e assim acabei lendo todos os demais, direcionando-me pelas datas de publicação. Deparei-me com um artigo que me lembrou semelhanças com fatos acontecidos comigo mesma. Senti então a necessidade de recordar cada fato da minha vida sexual e assim, por dias, eu fiquei tentada a fazer meu próprio Blog.

Escrevi vários artigos, começando pela minha primeira experiência com o sexo, até que me dei conta de que não poderia prosseguir com meu intento porque hoje sou casada e desfruto de uma relação que não produz assunto condizente com os interesses dos leitores que aqui buscam estímulo para seus fetiches ou mesmo pelo gosto por literatura erótica.

Descartada a hipótese de fazer meu próprio Blog, eu percebi que várias leitoras enviam um caso ou dois para publicação de suas experiências; uma oportunidade que desde já me congratulo com os autores. Então decidi produzir este artigo e solicitar , humildemente, sua publicação como “conto de leitora”.

Atualmente tenho 30 anos, completados no último mês de março. Na época que descrevo a seguir, estava com 17 anos e residia na cidade do Rio de Janeiro. Até aquele momento eu não tinha passado de alguns contatos físicos durante festinhas no colégio ou em clubes, comemorando aniversários de amigas e dançando sem maiores agarramentos. Beijos? Só os tradicionais “dois beijinhos” que se usava para cumprimentar colegas ou aqueles entre os membros da minha família.

O sexo era para mim uma sensação mais de curiosidade do que propriamente de desejo. Minha depilação corporal se resumia a extrair os pelos debaixo dos braços e nas pernas até a altura do joelho, utilizando gilete durante o banho. Assídua freqüentadora da praia do Leblon, meus pelos das coxas e braços eram clareados pela ação de bronzeadores e incidência do sol. Meu púbis era, por conseqüência, um monte de pelos que só recebia cuidados de contornos para não serem vistos fora das bordas do biquíni.

Tímida por excelência, eu não segui a moda da época, que utilizava biquínis fio dental, asa delta e de tamanhos menores que as próprias calcinhas. Não! Meu biquíni era recatado, não só embaixo como também na parte de cima, até porque meus seios eram de médios para grandes e chamavam a atenção até entre minhas amigas de mesma idade, pobres de volume.

Entendido então o meu perfil na época, passo a relatar minha história naquele domingo de sol, iniciada por volta das dez da manhã quando me dirigia a praia vestindo o meu biquíni e por cima uma saída de praia. Carregava uma cadeira de praia e uma sacola de tecido com toalha, cremes e outros apetrechos normais de uma garota que passa o dia na areia para se bronzear e curtir o verão. Lembro assim, até poderia ser um pouco diferente, talvez.

Entrei no elevador do décimo andar e iniciei a descida para o térreo. No terceiro andar o elevador parou e um homem com aproximadamente 30 anos entrou e me deu “bom dia”, que respondi quase imperceptivelmente. Estava preparado para ir a praia e carregava também uma cadeira praticamente igual a minha. Só depois que saímos do elevador foi que ele voltou a me dirigir a palavra:

- Onde é o melhor ponto da praia aqui no Leblon?

- Eu vou a esquerda da rua em frente ao posto do salva-vidas.

- Por que? A água é mais limpa?

- Não sei, meus amigos ficam ali e eu fico também.

Ele postou-se ao meu lado como um antigo conhecido, percorrendo o mesmo caminho que eu em direção a praia. Resumiu que havia chegado a cidade na semana anterior vindo do interior de São Paulo, que alugou o apartamento do 3º andar e que não conhecia ninguém na cidade. Perguntou sobre lugares onde poderia ir a noite, mas não soube responder quase nada pois não tinha o habito de freqüentar a vida noturna carioca. Quando chegamos na Avenida Delfim Moreira e aguardávamos a abertura do semáforo para pedestres ele me convidou para fazer companhia a ele na praia, confessando que não sabia sequer nadar e que nunca havia entrado no mar. Talvez tenha sido isso que mais me chamou a atenção até aquele momento. Como que uma pessoa, com quase o dobro da minha idade, nunca tinha entrado no mar? Acho que fiquei um pouco penalizada com sua solidão também, mas nunca saberei o que me fez aceitar sua proposta.

Ele não estava preparado para ficar no sol, nem mesmo um protetor solar ele dispunha. E o meu não daria conta, era apropriado apenas para o meu rosto e mãos. Quando o primeiro ambulante passou vendendo protetores, recomendei a ele que comprasse um, pois sua pele era branca por completo, sem nenhum sinal de exposição ao sol. Lembro que sugeri o de mais alto fator existente. Bem atrapalhado, foi quase uma obrigação ter que ajuda-lo a passar o protetor nas suas costas, ombros e algumas partes que ele não soube espalhar. Em algumas partes tinha demais, em outras de menos.

Foi a primeira vez que minhas mãos tocaram no corpo de um homem. Senti uma sensação agradável e percebi que ele teve uma ereção, o que me desconcertou no momento. Nunca tinha visto uma, mesmo assim, supostamente, ocorrida por baixo do short de banho.

Ele, por sua vez, não apresentou nenhum desconforto, manteve-se falante perguntando coisas e em certo momento até esqueci de que tinha visto a sua ereção. Ficamos assim umas duas horas, conversando sobre o Rio, as praias, o caminho que ele fazia para o trabalho, seu trabalho, o que fazia na sua cidade e algumas poucas coisas sobre mim.

Eu já tinha ido ao mar em três oportunidades, só desta vez ele resolveu me acompanhar. Tive que conter o riso, tamanho foi o medo dele dentro da água. Ele era sincero e não escondia seu temor. Desprovido de vergonha, falou estar apavorado com as ondas tentando derrubá-lo e tive muito trabalho para fazê-lo ultrapassar esta área, prometendo a ele que mais para dentro era mais seguro. Demonstrei isso e que também era possível ficar de pé sem o inconveniente das ondas quebrando sobre o seu corpo. Ele foi, segurando minha mão e furando a onda, meio de lado, com o medo estampado no rosto.

Já na área indicada ele se postou muito próximo de mim e agora mais calmo pudemos apreciar o frescor da água. Mas a nossa proximidade acabou por proporcionar-lhe outra ereção, que agora pude sentir ora nas coxas, ora na bunda. Quando a água lhe alcançava a altura do pescoço ele se agarrava em mim e eu sentia seu membro tocar meu corpo. Mesmo desconhecendo a sensação, achei excitante e confesso que gostei, em certas ocasiões cheguei a facilitar o contato para sentir aquela nova experiência. E por isso mesmo prolonguei nossa permanência no mar muito mais do que era meu costume.

Quando finalmente resolvemos sair, uma onda maior quase nos derrubou. Os dois se apoiaram um no outro e conseguimos ficar de pé, mas a parte de cima do meu biquíni deixou a mostra um dos seios quase por inteiro. Com as duas mãos segurando as mãos dele, demorei muito para conseguir me recompor, proporcionando a ele uma visão completa do meu seio, modéstia à parte, bonito e atraente. Lembro que na época não me senti envergonhada, contrariando meu estilo recatado. Sentia-me inteiramente a vontade com ele e não era a primeira vez que isso havia acontecido. Apenas foi por mais tempo e com a certeza que um homem havia presenciado meu seio de fora. Nas duas vezes seguintes ele já estava mais esperto no mar, safou-se de uma onda mergulhando e sempre que se via ameaçado segurava no meu corpo sem cerimônia. Numa das vezes chegou a tocar meus seios e em outra praticamente se agarrou em mim por trás. Nesta ocasião senti perfeitamente sua ereção, encaixada bem no meio da minha bunda e senti uma sensação ainda mais forte; querendo até que aquilo se prolongasse. A tarde transcorreu assim, conversamos na areia e dentro da água; fiquei de certa forma encantada com sua facilidade para falar de tudo um pouco e da forma simples dele, deixando-me bem a vontade e sem os ranços de timidez que me caracterizavam. Por volta das cinco da tarde resolvi voltar pra casa, estava com fome. Então ele falou que queria fazer algo para a gente comer no seu apartamento e perguntou do que eu mais gostava. Respondi que não, que tinha comida pronta em casa feita pela minha mãe e que não precisava se incomodar. Ele insistiu, disse que era o mínimo que poderia fazer pela acolhida que eu proporcionei; aliada a ausência dos meus pais naquele horário, que aos domingos faziam visita aos meus avós e regressando por volta das nove da noite; acabei aceitando.

Saímos da praia direto para o apartamento do terceiro andar do meu prédio. Ao contrário do meu, o dele era voltado para a lateral sem visão da rua. Era bem mais escuro, talvez pelos móveis que eram antigos e a decoração bastante simples; feia, pra falar a verdade. Ofereceu o chuveiro e uma camiseta dele, que colocou a minha frente para demonstrar que servia como um vestido pois alcançava quase os meus joelhos. A principio relutei, depois achei que seria bem mais confortável estar sem areia e sal no corpo, além de estar seca para apreciar o prometido almoço. Ele me mostrou onde pegar toalhas e lembro que não havia condicionador, apenas xampu. Tomei um banho rápido e se o biquíni não estivesse tão molhado teria pelo menos colocado por baixo da camiseta. No espelho constatei que meus seios ficavam muito aparentes em seus contornos e isso me preocupou. A saída de praia era transparente completamente, inviabilizando o uso. Quando sai do banheiro ele elogiou minha aparição, agora com os cabelos soltos e molhados levemente. Ele entrou para tomar banho e pediu para eu desligar o fogão dali poucos minutos, estava fazendo uma massa e um molho que aparentemente estava pronto e que apenas seria aquecido. Ainda não sabia cozinhar como hoje, mas já fazia o básico através dos ensinamentos da minha mãe.

Eu desligava o fogão quando ele reapareceu. Vestia uma camiseta regata e um novo short, agora de algodão, aparentemente. Não tocou em mim, mas pude constatar que ele permanecia excitado. Aquilo mexia comigo, sentia uma sensação diferente, em nenhum momento eu fiquei temerosa de que algo acontecesse, apenas gostava do clima. Sentia-me completamente a vontade, sem pensamentos que levassem a qualquer tipo de ato sexual, coisa que nunca havia nem chegado próxima. Comemos e eu lembro que o gosto era bom, mas não identifiquei nada de excepcional que tenha marcado minha lembrança. O que marcou mesmo foi ele ter recolhido tudo com muita rapidez e colocado num aparelho de som uma fita K7 com músicas que eu adorava. Eram românticas, todas hits da época, ele me puxou para dançar no vão entre a sala de estar e a de jantar. Então eu experimentei novas e excitantes sensações jamais sentidas.

Lembro que logo que ele me abraçou para dançar, seu membro duro resvalou nas minhas coxas e se alojou bem na minha púbis, fiquei sentindo aquela pressão durante todo o tempo. Meu corpo respondeu com um forte calor generalizado e alguns espasmos que nunca havia sentido. Ele foi me envolvendo com palavras adoráveis de ouvir, seu hálito fresco chegava as minhas narinas e seu abraço era forte, fazendo nossos corpos roçarem um no outro, de forma a nos deixar excitados completamente. Não fiz qualquer oposição ao seu beijo na minha boca. Foi meu primeiro beijo na boca. Ao mesmo tempo suas mãos fortes percorreram minhas costas e até agarraram minha bunda, forçando-a de encontro ao seu membro duro que se deslocou do púbis para o centro das coxas. A partir deste momento me entreguei completamente, deixando ele fazer tudo o que quis e sabia. Aceitei tudo sem impedir nada. E a cada fato novo eu já esperava um avanço para o seguinte, esperava ansiosa que tudo aquilo ficasse ainda melhor, mais excitante, mais prazeroso.

Logo estávamos nus e deitados no grande sofá da sala de estar. Ele percorria meu corpo com a boca, beijando e lambendo cada pedacinho nu da minha pele. Nunca imaginei que ter os peitos sugados pela boca de alguém pudesse refletir em tanto prazer. Meus gemidos eram baixos, mas não que eu estivesse preocupada em não fazer barulho. Quando ele abriu meu pelos pubianos e enfiou a língua os gemidos saíram naturalmente mais elevados. Sentia o desejo de ser possuída. Invadida. Ter meu calor interno abrandado de alguma forma. Senti seu peso sobre o meu corpo, mas não acusei desconforto. Só senti uma ardência forte quando ele iniciou a penetração, mas logo ela se transformou em prazer quando aquele membro movimentou-se dentro da vagina, para dentro e para fora. Os movimentos aumentaram e ficaram ainda mais fortes e contínuos. Seu esforço para manter o ritmo denunciava que estava preste a parar e então, instintivamente, coloquei as mãos na sua bunda e ajudei sua vinda para dentro de mim. Movimento por movimento. Não queria que parasse agora. Estava em processo de alcançar o clímax, sem nem mesmo saber como isso seria sentido.

Senti um turbilhão de sensações. O corpo todo tremeu, uma força poderosa parecia dominar todos os meus músculos que se contraíram todos ao mesmo tempo, gritava e chorava e ria sem controle ou predisposição, enquanto sentia um líquido quente jorrar para dentro de mim e perceber que ele também estava tendo as mesmas sensações que eu. Fiquei assim como se estivesse meio acordada, meio adormecida. Ele não. Depois de um breve momento ele voltou a beijar meu corpo todo e me ajeitou no sofá na posição de joelhos. Falou que eu tinha a bunda mais linda que já tinha visto. As marcas do biquíni pareciam enfeitiçá-lo. Com a língua ele preparou meu ânus para o acesso. Foi então que realmente gemi e fiz um berreiro que nem imaginava existir. Já tinha ouvido falar a “boca pequena” que as garotas do colégio faziam sexo pelo ânus, para não engravidar. Só não sabia que eu seria assim tão receptiva e que fosse sentir sensações tão completas desta forma. Tive um orgasmo tão prolongado, tão diferente do que ocorreu na primeira vez, que quase desfaleci sobre o sofá.

Este homem foi meu durante um ano, mas sem qualquer vínculo afetivo. Nunca senti nada por ele a não ser atração física. Era saber que ele havia chegado e corria para o seu apartamento. Transava com ele até quase dez horas da noite, quando voltava para casa satisfeita e pronta para adormecer. Depois ele se mudou e desapareceu, nunca mais soube dele. Fiquei novamente sem ninguém até quase completar dezenove anos, quando comecei a namorar o homem que atualmente é meu marido. Meu fetiche é encontrá-lo um dia e reviver aqueles momentos, saber dele o que pensava na época, porque desapareceu, resposta que até hoje não obtive.

 

SE VOCÊ TAMBEM TEM UMA HISTÓRIA E QUER QUE EU A PUBLIQUE, BASTA QUE ASSEGURE SER VERDADEIRA E ENCAMINHA-LA POR E-MAIL, AUTORIZANDO A PUBLICAÇÃO. (ela_miduas@hotmail.com)

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SONHO DE PRAZER  (Contos Dela) escrito em sábado 31 maio 2008 03:57

O vento soprava suave, mas o suficiente pra levantar a minha saia. Temi que descobrissem estar sem calcinha. Assim, no meio da rua não era o que eu queria. Queria fazer o joguinho do “quase mostra” mas se não quisesse, “esconder”. Estava com o espírito de barbarizar naquela noite. Não queria ir pra cama, deitar com as pernas abertas e transar. Gozar e ir dormir. Queria o inédito. Uma surpresa para esta noite de verão tão agradável.

Sentei na cadeira displicentemente, deixei a saia ficar onde a posição determinou. Olhei em volta para encontrar a curiosidade, o desejo de ver mais. A mesa da direita estava interessada mas entre eles não houve comentários a respeito. Cada um queria a visão só pra si. Um a um foram se ajeitando, remexendo suas cadeiras para apreciar minhas pernas nuas e generosamente dispostas em sua direção.

 

Podia ouvir o que conversavam, por isso tanta certeza no que estavam pensando. Pedi minha bebida para ter o que fazer ali, não que estivesse precisando emprestar coragem para prosseguir. O que estava de frente pra mim era o único que não precisava disfarçar, bastava olhar para os companheiros de vez em quanto, simulando atenção enquanto falavam. Afastei um pouco os joelhos e ele se engasgou com o gole de cerveja. Agora ele sabia, ou no mínimo tinha uma suspeita muito forte. Dois canecos de chopp depois e precisei ir ao banheiro. Levantei como se estivesse sozinha, na minha casa e sentada no sofá da sala. Deve ter visto minha alma. Tive esta certeza quando sai do toalete e o encontrei me esperando na passagem, ávido por uma oportunidade de conversar comigo. Dei a volta pelo outro lado e sentei comportada. Seus colegas de mesa nem disfarçaram e ficaram esperando a generosidade anterior, ficaram frustrados de ver apenas uns poucos centímetros acima dos joelhos e não o que assistiram da primeira vez. Sorri internamente.

 

Quando o outro regressou abri as pernas, fingindo me ajeitar na cadeira e mostrei muito mais do que antes. Mas muito rapidamente. Seus olhos arregalaram, a boca entreabriu e ele passou a mão pelo rosto. Quando fez menção de levantar e vir até minha mesa, uma conhecida chegou com a namorada. Sentaram na minha mesa e a visão deles desapareceu atrás dos seus corpos. Só conseguiam ver meu tronco e meu rosto, mesmo assim se eu quisesse. Bastava um leve reposicionamento para um lado ou o outro e eles desapareciam completamente. Então minha brincadeira mudou de alvo. Agora resolvi provocar a lésbica e pôr ciúme na companheira dela. Sem precisar mandá-las sair, logo estariam mudando de mesa ou indo embora. Não deu tudo certo, eu fui quem ficou com tesão de excitá-la. Mas resolvi que seria a presa, não a caçadora, e deixei qualquer iniciativa a seu encargo.

 

Quando a companheira foi ao banheiro ela perguntou o que eu faria depois e disse que estava sem planos, mas que aceitava sugestões. Ela disse que estava com a companheira mas que poderíamos marcar um chopp outro dia, então tive que ser explicita:

- Outro dia é outra coisa, hoje é o dia ou então talvez nunca será.

- Assim você me complica. Ela disse.

- Complicada fico eu, quer se divertir sozinha, não pensa em mim também? Instiguei.

- Caraca! Será que foi isso mesmo que eu entendi? Assustou-se.

- Não sei o que você entendeu, o que eu disse é que também gosto do que você gosta. Arrematei.

Ela não pôde continuar ou ficou sem saber o que dizer, agora na frente da companheira que retornou a mesa. A conversa anterior foi retomada e eu apenas continuei cruzando e descruzando as pernas para aumentar seu desejo.

 

Os rapazes da mesa em frente estavam impacientes, com a volta da companheira dela eles ficaram de novo sem o showzinho particular que eu havia proporcionado minutos antes. Precisei voltar ao toalete e as duas ficaram sozinhas na mesa. Neste intervalo de ida e volta, fiquei pensando se aquilo teria prosseguimento e se era o que eu queria mesmo. Precisava achar uma saída caso a coisa ficasse paralisada naqueles termos. Pude constatar minha própria excitação e agora estava ansiosa por um desfecho. Uma coisa ou outra, mas não poderia deixar ficar assim. Quando voltei para a mesa a companheira dela me surpreendeu:

- Vamos lá pra casa? Está começando a pingar aqui, logo vai chover. Odeio este lugar com chuva, fica um aperto e um calor lá dentro.

- Fiquem a vontade, não se prendam por mim. Fingindo não ter entendido estar incluída no convite. A outra pulou na cadeira.

- Você também! Estamos te convidando, a não ser que pretenda continuar aqui sozinha. Quer vir conosco?

- Não vou atrapalhar? Sábado a noite é dia de namorar, não quero ser vela de ninguém. Provoquei. A companheira dela foi direta:

- Não querida, a idéia é a gente não deixar espaço para as velas. Gosta de dançar? Temos um som gostoso lá em casa.

 

Pagamos a conta e saímos em pouco mais de cinco minutos. Os rapazes ficaram conversando e olhando eu me afastar, agora certamente eu era o assunto, pelo que tiveram que fazer para ver minha partida. Logo chegamos na casa delas. Agora era cerveja, mas estava até mais gelada do que o chopp e gostei da troca. O som foi ligado e logo estávamos dançando as três, uma de frente pra outra. Só quando coloquei minha latinha sobre um cômodo foi que ela perguntou se havia terminado aquela. Saiu da sala para buscar outra mas antes passou no som e trocou a música, colocando uma mais lenta. Então tirei sua companheira pra dançar, agarradinha e com o rostinho colado. Ficou bem grudadinha, sem qualquer menção de que não estivesse gostando do meu aperto e a mão correndo suave e lentamente pelas suas costas. A outra demorou um pouco pra voltar, só quando uma nova música iniciou foi que ela chegou. Ouvi quando ela abriu a latinha e colocou-a no cômodo onde eu havia deixado a vazia. Então senti seu corpo encaixar atrás do meu e seu braço entrelaçar nossos corpos. Com uma das mãos afastou meus cabelos da nuca e deu um beijo, seguido de um suspiro. Com a boca próxima do meu ouvido falou que eu era “cheirosa”.

 

Afastei a cabeça dos ombros da companheira dela e a olhei por uns instantes. Depois inclinei para um lado e a beijei. Ela veio com uma das mãos no meu seio e por trás senti a outra rebolar, forçando o púbis na minha bunda. Meu tesão foi ao máximo e troquei o beijo pelo pescoço dela, que gemeu o suficiente para excitar a outra, que levantou minha saia e ficou apertando minha bunda. Percebi ela procurar a calcinha que não encontrou, partindo imediatamente com a mão direita para a minha vulva. Ficou acariciando e então me senti a vontade para abrir a blusa da sua companheira e chupar seus peitinhos macios e excitados. Ela gemeu mais ainda e a outra arriscou tirar minha saia. Quase instantaneamente todas se livraram dos calçados e a dança foi esquecida. De pé mesmo, eu fui despindo a companheira dela e lambendo-a a cada nova descoberta. A outra fez o mesmo comigo e logo estávamos as três sobre o sofá, numa confusão de corpos e beijos e chupões e afagos, agora ninguém estava focada em ninguém. Todas queriam uma coisa de uma ou outra da outra.

 

Beijei duas bocas ao mesmo tempo, um encontro de línguas e sabores, os aromas eram mutantes e senti línguas e mãos diversas me lambendo e tocando e chupando nos pontos mais excitantes. Tive as pernas suspensas e seguras no ar, enquanto uma boca vasculhava meu sexo. Tive um sexo oferecido a minha boca ao mesmo tempo em que um gemido de prazer ressoava depois que lambi suas profundezas. O sofá foi inteiramente coberto por três corpos que se ajustavam para explorar uns aos outros. Logo fui conduzida para a cama do quarto ao lado e o conforto do lugar proporcionou novas posições, agora mais vorazes nos seus intentos. Os gemidos se sobrepunham uns sobre os outros e logo alguns pedidos eram implorados. Cada proposta foi atendida, cada ação correspondida, e os prazeres se sucedendo. Os orgasmos eclodiram um depois do outro, um em cada uma. A cada uma que gozava, duas se voltavam para ela e insistiam na continuidade, mesmo naquele estado de convulsão corporal. O prazer era prolongado e quando concluído transformado em desejo de proporcionar tanta sensação. Todas tiveram a concentração de duas para extrair o máximo de prazer. E berrar histéricas quando o gozo tomava conta das entranhas.

 

Quando a última atingiu o clímax uma nova brincadeira começou. Agora dois dildos surgiram e fui agraciada com uma dupla penetração que me fez urrar de prazer e implorar pelo vigor mais intenso e o aumento da velocidade nos movimentos cada vez mais prazerosos. O primeiro orgasmo foi provocado pela penetração vaginal e me agarrei nos travesseiros como para me salvar de um naufrágio inexistente. Ainda estava sentindo a pulsação no ventre quando o orgasmo provocado pela penetração anal eclodiu. Desta vez a outra estava a minha frente e engoli um dos seus seios, abafando o som do meu berreiro por instantes. Logo senti o desejo de deixar meu grito reverberar por todo o quarto. As duas me beijaram inteira enquanto eu me contorcia de prazer. A companheira dela pediu o mesmo, posicionando-se como eu havia ficado minutos antes. Só tive o tempo que levaram trocando os preservativos dos pênis artificiais para me restabelecer. Escolhi a bunda da companheira dela para descarregar todo o meu tesão em fazer sexo com ela. Fiz com tanta fúria que ela não suportou retardar. Gozou aos gritos e rolou na cama como se estivesse ferida, interrompendo o coito da companheira. Soluçou e riu enquanto buscava minha boca para mais um beijo ainda durante seu orgasmo que findava.

 

O dia se fazia alto quando acordei, deparando-me com aquele amontoado de corpos despidos sobre a cama. Entrelaçados, invertidos, abraçados e desfalecidos de tanto sexo e prazer. Levantei sorrateira e vesti minha roupa, abandonando a casa sem deixar vestígios da minha passagem. Quando acordassem teriam uma conversa estranha, talvez um mesmo sonho a ser contado, talvez  uma suspeita de que realmente aconteceu, mas nunca a certeza. A bebida proporciona estas dúvidas! E talvez numa próxima vez tudo pudesse ser diferente, gerando um novo sonho de prazer.

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NOITES QUENTES, BALADA FRIA  (Contos Dela) escrito em terça 27 maio 2008 06:44

Nem eram nove horas da noite quando eu e meu amigo catarinense chegamos ao Jack In. Na chegada cheguei a temer pelo insucesso na escolha do bar, estava quase vazio. Leitor assíduo do MIDUAS, ele estava curiosíssimo para conhecer o lugar.

Sua primeira observação foi de que eu descrevia muito bem o espaço em meus contos, mas eu acabei cometendo um erro na escolha da nossa mesa. Ficamos com a menor, encostados na parede a esquerda, próximos do toalete mas sem a visão do movimento de entrada e saída. Este é um local de abordagens ou onde a gente percebe quem está interessada numa conversa mais “pessoal”. Ele ficou ainda na parte mais “trancada”, para sair da mesa tinha que “exorcizar” a passagem. Mas ele é paciente, não reclamou de nada.

 

O público neste dia estava apropriado para uma noite agradável, gente animada, bonita e com a heterogeneidade que a situação exigia. Uma hora depois e o bar estava cheio. Bons de copo, nós baixamos um baldinho com quatro cervejas assim rapidinho.

Mostrei pra ele a garçonete lindinha que eu havia comentado e disse-me que realmente eu sabia escolher minhas “namoradinhas”, no caso uma candidata ainda. Ele foi até o balcão para tentar conhecer a outra garçonete e confirmar meu “bom gosto”, alegando que precisava de cigarros. Voltou dizendo que não conseguiu reconhecer a outra pela descrição. Percebi que ela estava no salão neste dia e então mostrei a “simpática” que também estava de olho. Ele achou que eu, decididamente, sou uma “expert” no assunto.

 

Paralelamente, formou-se ao nosso lado uma mesa enorme, lotada de garotas que, segundo meu amigo, estavam comemorando o aniversário de uma delas. Ele se entrosou com algumas elas, ficou conversando, brincando e me liberando para fazer a abordagem em uma garota linda que eu estava “entusiasmada”. Estava de boné, era simpática e muito linda, animadíssima. Tudo de bom! Mas antes que eu pudesse iniciar a paquera que nos levaria a um contato pessoal, avistei uma “ex” que neste dia estava de namorada nova. Na sua mesa um casal de jovens, ele com vinte anos no máximo e a menina aparentava ter menos de dezoito até. O engraçado é que este casal passou toda a noite sem transparecer serem namorados, amigos ou coisa assim. Não vi eles conversarem, sequer. Muito estranho!

 

Já a “ex” ficou de “rabo de olho” intrigada com a presença do meu amigo. Mas ocupada com a nova namorada, não aceitou nem mesmo meu cumprimento mais efusivo quando estivemos juntas, todas nós, no toalete. A namorada ficou com aquele ar de “enciumada” e a “ex” com a expressão de preocupada, pensando talvez que eu fosse estragar a sua noite revelando que já havíamos feito o que as duas faziam agora. Eu e meu amigo ficamos com a certeza de que foi ela quem enviou seu companheiro de mesa para investigar a nossa relação. Eu explico:

“O rapaz veio até mim e perguntou pelo meu amigo, queria saber “quem era?”. Disse que uma amiga estava interessada em mim e era muito tímida, mas não podia apontar de quem se tratava”. História suspeita, não é?

Não deu meia hora e um outro cara veio me falar de uma garota com blusa bege que queria saber quem era o meu amigo. Agora era mesmo uma tentativa de saber se eu e meu amigo tínhamos alguma coisa para não “errar” o tiro. O mais engraçado é que a garota veio depois, mas ao invés de falar comigo, veio “confirmar” com meu amigo se eu gostava de meninas e se era mesmo só “sua amiga”.

 

Como ele já sabia das minhas pretensões com a gatinha de boné, avisou pra ela que havia chegado tarde. Eu já estava de pé, bem próxima da bonitinha pronta para a abordagem. A garota disse para ele que: “eu estava prestes a perder a melhor noite da minha vida”.

Eu, de minha parte, estava com esperança de ter “a melhor noite da minha vida” com a gatinha de boné. E fui com ela para o local onde estava seu grupo, dançando e cantando junto com a banda, bem na “turma do gargarejo” em frente ao palco do Jack In.

Meu amigo ficou sozinho na mesa. Mas para minha surpresa, ele se integrou às garotas da mesa ao lado.

E aí começou a ser traçado o destino daquela noite.

 

Dentre as garotas que estavam na mesa, havia a aniversariante. Sua companheira preparou a “festinha”, com bolo e tudo. Atenciosa e muito simpática, ela nos serviu bolo já no meio da madrugada. Glicose muito bem-vinda, porque eu e meu amigo já tínhamos baixado o segundo balde de cerveja. A abordagem a gatinha de boné não fluiu. Ela estava mais interessada em dançar e cantar com a banda, fui relegada a companheira de coro apenas. Como disse a outra garota que nem conheci, “ela perdeu a melhor noite da sua vida”.

Fui ao toalete e meu amigo ficou ali na mesa, tirando fotos com suas novas amizades. Estava saindo quando a “aniversariante” me abordou. Estava tentando dizer que não estava interessada, que sabia ser ela companheira da garota simpática que deu bolo pra gente e que estava indo embora, quando? Isso mesmo! A sua companheira apareceu e “viu” a cena do agarrão. Na cabeça dela deve ter rolado que eu estava “aceitando” a pegada, na verdade estava tentando me desvencilhar.

 

O tempo esquentou. A companheira partiu para cima de nós querendo matar as duas. Sobrou pra aniversariante que tomou porrada pela sua babaquice. Para mim sobrou o constrangimento de estar envolvida com algo que nem havia me passado pela cabeça. Depois desta cena a noite acabou pra mim, minhas pretensões e também para as outras pretendentes, porque eu só pensava em ir embora. Restou levar meu amigo para o seu hotel e ir dormir. Menos mal que esta noite não estava nada fria. O “veranico” de maio estava na plenitude e a cidade apresentava uma noite como se fosse verão.

Deu até para dormir pelada e sonhar com a gatinha de boné, ou com uma das garçonetes.

Mas meu fogo continuou sem ser debelado!

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FRIAS NOITES FRIAS  (Contos Dela) escrito em terça 27 maio 2008 06:44

Mais um sábado sozinha, sem nada programado. O que vou fazer nesta cidade fria? Era o que ficava martelando na minha cabeça. Depois das nove da noite tomei uma decisão. Vou sair!

Então começou outro drama: qual roupa vestir? Depois de muito pensar, escolhi uma calça jeans preta, bota, uma regata canelada bem lindinha e uma jaqueta super quentinha por cima.

Para ficar mais fashion inventei um colar com uma niqueleira de paetê preto, daquelas antigas do tempo da vovó. E foi bom porque pude colocar meus documentos e dinheiro, cartão, essas coisas.

 

O lugar não estava lotado, proporcionando uma circulação fácil e variedade de perfis a serem observados. Havia comemoração de três aniversários. A coisa boa é que não tinha hetero, todo mundo lá estava no mesmo barco.

Minha última passada por lá não foi de boa lembrança com uma hetero descontrolada.

No balcão do bar pedi uma long neck e a garçonete lembrou de mim da última vez. Gentil e simpática, providenciou uma banqueta pra eu sentar e ficar apreciando a paisagem. Ela ficou conversando comigo e apreciando minha “paisagem”.

A noite era de forró e o público bastante eclético quanto a idade das presentes.

 

Logo aconteceu a primeira abordagem, um convite para eu me juntar a um grupo próximo, nas mesas. Recusei educadamente, mentindo que esperava uma amiga. Não eram bem os meus tipos. Logo depois mais um convite; tive que repetir a desculpa. De novo não se adequava as minhas pretensões.

Só depois da meia-noite que a banda de forró iniciou sua apresentação. O clima esquentou um pouco. Fui ao toalete para esticar as pernas, aquela banqueta tava me matando. Quando passei em frente da banda de forró ganhei uma ovação de levantar o ego. Já voltei do toalete com um astral mais animado.

 

De volta para a banqueta, percebi que um dos grupos que estava nas mesas próximas havia se desfeito. Ficou um trio de garotas bem interessantes que notei estarem cochichando, permanecendo assim durante quase dez minutos. O inevitável aconteceu, tomaram coragem e convidaram para eu sentar a mesa com elas.

Eram bonitas e estavam bem vestidas, resolvi aceitar desta vez. Começamos a conversar, depois das apresentações de praxe. Demorei um pouco pra perceber que as loiras, médicas, eram um casal. A morena, falante e engraçada, começou a jogar seu charme. Fui dando corda!

 

Uma hora depois havia sido esgotado o assunto até então: qual a minha idade? Um processo de adivinhação que foi dos 19 aos 25 anos, o que me deixou envaidecida. Mas as médicas tinham plantão no dia seguinte e foram embora mais cedo. A morena ficou, interessada em uma noite mais “picante” com a recém conhecida: eu!

Mal as médicas desapareceram do nosso raio de visão e ela veio “inflamada”, surpreendendo-me com um beijão daqueles. Claro que retribuí, mas depois fiz aquela cara de “precisava ser assim, meio roubado?”. Sua resposta foi engraçada e ao mesmo tempo refletiva de sua ansiedade:

- Se não fizesse isso rápido acho que ia morrer!

 

Então ficamos no amasso tradicional, com os beijinhos rolando soltos durante algumas horas. Mas a coisa não avançava, nem mesmo quando eu fui ao toalete ela me acompanhou.

Então uma loira aproveitou-se desta situação para me abordar na saída, pegou no meu braço e disse:

- Se não falar com você hoje nunca mais vou me perdoar!

E de imediato abriu as imagens gravadas no seu celular e foi mostrando fotos e comentando:

“Essa é a minha moto nova, se quiser podemos descer a Serra da Graciosa num domingo desses?”

Era uma motocicleta 450 e ela queria me buscar em casa pra gente dar um passeio pela Serra, achei interessante e a imaginação rolou com a possibilidade. Pensei nas paradas para apreciar a natureza e naturalmente a sua natureza “pegadora” me apalpando atrás de uma moitinha; Há! Há! Há! Há! Há!

 

Mostrou também as fotos da casa onde mora, o seu quarto e até a piscina. Então pediu para eu gravar no meu aparelho o seu número de telefone e, assim como chegou, foi embora depois de dizer:

- Vou dormir e sonhar com você! Há! Há! Há! Há! Há!

Restou-me voltar pra mesa onde a morena me aguardava, agora acompanhada de um amigo desconsolado com a dificuldade de encontrar um “namorado”. Então ela ficou dividida entre consolar o amigo e me dar atenção; acho que por isso inseriu na conversa sua habilidade para reconhecer a pureza da alma das pessoas, sua convicção religiosa e outras situações que não domino. Entendi que era “espírita”, que dava “passes”; tudo novo para mim e acho que acabei demonstrando estar surpresa com estas revelações. Ela me disse que eu tinha uma energia “branca”, que era positiva, uma energia bonita!

 

Fiquei instigada pela novidade do assunto e ficamos conversando sobre isso, mas eu já estava “pra lá de Bagdá” nestas alturas e confesso que não lembro direito tudo que me foi revelado.

Não sou muito ligada nisso, mas por outro lado não tenho qualquer tipo de preconceito com as pessoas que desenvolvem esta crença e aplicam em suas vidas. O fato é que o interesse inicial acabou se desfazendo pelo cansaço e a bebida, depois de uma madrugada quase inteira só sentada e trocando alguns beijinhos. Anunciei que estaria me retirando depois de ir ao toalete.

 

Foi então que uma outra garçonete me chamou a atenção, uma gracinha. Beeeem lindinha a garota! Ela já estava limpando algumas mesas desocupadas e antecipando as tarefas que indicavam o fechamento do lugar. Parei e fiquei conversando, interessada:

- Você é quem faz este trabalho, não tem hora para sair? Perguntei.

- Tenho hora pra entrar, sair só depois do último cliente. Respondeu.

- Você nunca se diverte, então!

- Me divirto! Venho aqui aos domingos, que é minha folga. Vem amanhã depois das sete que você vai ver.

Pensei na hora que isso foi uma “direta”, mas eu não teria a menor condição de voltar domingo a noite, uma segunda-feira tenebrosa estava me aguardando no trabalho. Como naquele momento não era possível avançar na abordagem, acabei me retirando e voltando para a mesa. Era só me despedir e voltar pra casa e a minha cama fria. A verdade é que eu já estava com sono e cansada.

 

Voltei para a mesa com a morena e seu amigo desconsolado, pedimos uma “saideira” e o rapaz se foi. Ficamos eu e ela; a conversa estava propícia para o meio da noite, não para o raiar do dia:

- Que horas são agora? Ela perguntou.

Peguei o celular e mostrei, ela tomou-o da minha mão sob o pretexto de que o aparelho era bonito; discou nele o seu próprio número de telefone e disse:

- Agora você tem meu número, pode ligar quando quiser, a qualquer hora.

Então se agarrou a mim e confessou:

- Vamos para um motel? Não estou agüentando de vontade de tirar sua roupa... ficarmos coladinhas!

- Está dia já! Na próxima vez quem sabe você consegue? Mas tem que fazer por merecer! Instiguei.

- Mas eu vou fazer! Vou fazer por merecer tudo!

 

Domingo já eram quatro da tarde quando meu celular tocou. Mas como cheguei quase desmaiada, esqueci de recarregar a bateria do aparelho. Nem deu para atender, a bateria estava zerada. Voltei a dormir e só a noite constatei que foi a morena quem ligou.

A loira da moto não deu sinal de vida e a garçonete lindinha deve ter ficado esperando eu aparecer, ou não!

Mas eu não estava inspirada para sair naquela noite fria outra vez.

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A ESTAGIÁRIA  (Contos Dela) escrito em sábado 17 maio 2008 01:38

Era uma reunião daquelas, pesadas. Clima tenso, problemas que poderiam comprometer a relação comercial entre as empresas. Uma hora depois as coisas foram se ajustando, o pessoal descontraiu; a parte técnica se retirou pois as soluções foram planejadas e dependia agora de novas experiências na fábrica. Fiquei eu, pela nossa empresa; o cara do desenvolvimento, que logo depois também se retirou e as duas pessoas da área de suprimentos. Então uma nova estagiária veio para a segunda parte da reunião, já para se ambientar com as negociações comerciais.

Uma princesa, se me permitem o termo. Linda a garota. Sentou ao lado dos outros dois; eu no outro lado da mesa grande de reunião. Chegou o café, água e ficamos ali falando amenidades alguns instantes. Quando voltamos a tratar dos nossos assuntos profissionais o chefe delas deu o recado e saiu, tinha outro compromisso. Ficaram as duas, uma discutindo comigo os assuntos e a estagiária observando tudo. Algumas vezes anotou coisas que eu não sabia o que, pela posição do braço esquerdo dela em frente.

 

Depois chegamos a fase do check list dos itens atuais de fornecimento, os que estavam em desenvolvimento e as cotações em curso. Um trabalho cheio de detalhes, minucioso, que ocupa um tempo enorme. Resolvemos parar para mais um café, a outra compradora se aproveitou e fugiu da rotina. Passou a missão para a estagiária. Então sentamos lado a lado para ficar mais próximas e uma ajudava a outra, cada uma com sua planilha. Mas ela, que estava observando meu comportamento na fase anterior, resolveu fazer comentários. Eu, claro, dei corda. Informação privilegiada é um trunfo que não se pode desprezar.

 

Conversa vai, conversa vem, resolvi convidar a moça para um chopp depois do trabalho, lá fora talvez ela tivesse mais coisas interessantes para contar. Ela aceitou e eu vibrei, intimamente. Quando terminamos faltavam dez minutos para ela sair, então falei que estaria esperando no estacionamento. Só no carro que me dei conta, será que eu estava interessada mesmo nas informações? O que ela poderia me contar que eu já não soubesse? Ou será que ela era o meu alvo? Inconscientemente!

Quando a vi me procurando tive a certeza. Eu queria era jogar xaveco na moça. Que garota lindinha. Uma gracinha. E meu faro não me trai, era das minhas. Tinha todo o jeitinho, os modos; as vestes até que poderiam suscitar dúvidas; mas era estagiária, estava tentando ser escolhida e efetivada. Nesta etapa, não se vestiria como gosta; mas sim como esperam que se vista.

 

Quando ela entrou no carro eu quis logo tirar a dúvida, se é que ela existia. Larguei esta pérola, pra ver se ela estava ligada ou eu que estava viajando:

- Eu fiz o convite, agora você escolhe o lugar. Eu quero ir ao lugar que você mais gosta.

- Nossa, quanta honra. Mas o lugar que eu mais gosto pode não ser o que você vai gostar. E aí?

- Neste caso, prometo que deixo você fazer do seu jeito. Vou aceitar qualquer proposta depois. Prometo!

- Hummm! Deixa ver; melhor então a gente ir pra um lugar bem ruim, você não vai gostar e eu então digo o que eu quero. Como você prometeu fazer como eu quiser, eu saio lucrando.

- E por que não encurtar toda essa perda de tempo? Vamos logo para o seu lugar. Tenho certeza que vou gostar!

- Hummm! Não estou achando que é o que estou pensando, estou com medo até de pensar. Não prefere que eu fale antes?

- Não! Acho que você está pensando é o mesmo que eu. Mas se você quer cansar a língua falando . . .

 

- Ta, perfeito! Nem acredito, nossa! Ganhei na loteria! Ficou em êxtase. Seus olhinhos brilhavam, ela se transformou em sorrisos, estava eufórica com a possibilidade. Agora mais que isso, a certeza de eu queria ficar com ela. Foi indicando o caminho até chegarmos na rodovia próxima e logo adiante ela mandou pegar a pista auxiliar. Mais a frente a placa do motel dominou a paisagem e vi que ela ainda olhou pra mim, como se esperasse que na última hora eu diria: “mas onde está pensando me levar?” Então ela disse:

- Entra pelo lado! Toda sem jeito. Resolvi dar um susto, para ver se ela se saia bem.

- Como assim? Isso é um motel. O que nós duas faríamos num motel? E parei o carro antes do acesso. Ela pirou!

- Mas, eu pensei... nossa, que cagada... você me desculpa... é que eu sou gay, pensei que você... sabe? Volta por ali, Nossa... Desculpa heimmm? Não fiz por mal, nossa conversa se encaminhou... eu pensei errado, eu sei....

 

Eu a beijei de repente e ela então ficou brava. Estava tão desconcertada que o beijo nem foi o que ela mais queria naquela hora. Seu coraçãozinho palpitava, estava pálida; eu tinha exagerado no teatro. Então cai na gargalhada e falei:

- Você precisava ver sua carinha de desespero! Já pensou? Seduzindo a pessoa errada? Há, Há, Há, Há, Há, Há, Há!

- Sua sacana! Quase me matou de susto! Aí que horror, brinca com isso não! Agora entra logo, vou me vingar!

- Ahhh é?! Vai se vingar? Acho que vou adorar essa vingança! E entrei com o carro no motel.

 

Lá dentro a vingança dela foi a mais doce que poderia ser. Aquele corpo, cheiro e delicadeza feminina com a postura de um menino me levaram ao êxtase. Ela me deixou nas posições mais  contorcidas que um corpo humano pode assumir, extraindo todo o prazer que eu poderia sentir. Orgasmos eram virgulas para cada posição, cada ação de sexo com proporções avassaladoras sobre meu tesão, que foi se esvaindo até me deixar completamente satisfeita. Adormeci com ela de conchinha me acarinhando suave e relaxante.

Nada como uma boa estagiária para o sucesso de uma reunião.

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