Estava navegando pela Internet e me deparei com este Blog. Li o último artigo e não consegui mais parar. Depois de ler os três últimos publicados, percebi que havia uma história comum, por detrás de cada artigo. Então fui para o primeiro artigo publicado e assim acabei lendo todos os demais, direcionando-me pelas datas de publicação. Deparei-me com um artigo que me lembrou semelhanças com fatos acontecidos comigo mesma. Senti então a necessidade de recordar cada fato da minha vida sexual e assim, por dias, eu fiquei tentada a fazer meu próprio Blog.
Escrevi vários artigos, começando pela minha primeira experiência com o sexo, até que me dei conta de que não poderia prosseguir com meu intento porque hoje sou casada e desfruto de uma relação que não produz assunto condizente com os interesses dos leitores que aqui buscam estímulo para seus fetiches ou mesmo pelo gosto por literatura erótica.
Descartada a hipótese de fazer meu próprio Blog, eu percebi que várias leitoras enviam um caso ou dois para publicação de suas experiências; uma oportunidade que desde já me congratulo com os autores. Então decidi produzir este artigo e solicitar , humildemente, sua publicação como “conto de leitora”.
Atualmente tenho 30 anos, completados no último mês de março. Na época que descrevo a seguir, estava com 17 anos e residia na cidade do Rio de Janeiro. Até aquele momento eu não tinha passado de alguns contatos físicos durante festinhas no colégio ou em clubes, comemorando aniversários de amigas e dançando sem maiores agarramentos. Beijos? Só os tradicionais “dois beijinhos” que se usava para cumprimentar colegas ou aqueles entre os membros da minha família.
O sexo era para mim uma sensação mais de curiosidade do que propriamente de desejo. Minha depilação corporal se resumia a extrair os pelos debaixo dos braços e nas pernas até a altura do joelho, utilizando gilete durante o banho. Assídua freqüentadora da praia do Leblon, meus pelos das coxas e braços eram clareados pela ação de bronzeadores e incidência do sol. Meu púbis era, por conseqüência, um monte de pelos que só recebia cuidados de contornos para não serem vistos fora das bordas do biquíni.
Tímida por excelência, eu não segui a moda da época, que utilizava biquínis fio dental, asa delta e de tamanhos menores que as próprias calcinhas. Não! Meu biquíni era recatado, não só embaixo como também na parte de cima, até porque meus seios eram de médios para grandes e chamavam a atenção até entre minhas amigas de mesma idade, pobres de volume.
Entendido então o meu perfil na época, passo a relatar minha história naquele domingo de sol, iniciada por volta das dez da manhã quando me dirigia a praia vestindo o meu biquíni e por cima uma saída de praia. Carregava uma cadeira de praia e uma sacola de tecido com toalha, cremes e outros apetrechos normais de uma garota que passa o dia na areia para se bronzear e curtir o verão. Lembro assim, até poderia ser um pouco diferente, talvez.
Entrei no elevador do décimo andar e iniciei a descida para o térreo. No terceiro andar o elevador parou e um homem com aproximadamente 30 anos entrou e me deu “bom dia”, que respondi quase imperceptivelmente. Estava preparado para ir a praia e carregava também uma cadeira praticamente igual a minha. Só depois que saímos do elevador foi que ele voltou a me dirigir a palavra:
- Onde é o melhor ponto da praia aqui no Leblon?
- Eu vou a esquerda da rua em frente ao posto do salva-vidas.
- Por que? A água é mais limpa?
- Não sei, meus amigos ficam ali e eu fico também.
Ele postou-se ao meu lado como um antigo conhecido, percorrendo o mesmo caminho que eu em direção a praia. Resumiu que havia chegado a cidade na semana anterior vindo do interior de São Paulo, que alugou o apartamento do 3º andar e que não conhecia ninguém na cidade. Perguntou sobre lugares onde poderia ir a noite, mas não soube responder quase nada pois não tinha o habito de freqüentar a vida noturna carioca. Quando chegamos na Avenida Delfim Moreira e aguardávamos a abertura do semáforo para pedestres ele me convidou para fazer companhia a ele na praia, confessando que não sabia sequer nadar e que nunca havia entrado no mar. Talvez tenha sido isso que mais me chamou a atenção até aquele momento. Como que uma pessoa, com quase o dobro da minha idade, nunca tinha entrado no mar? Acho que fiquei um pouco penalizada com sua solidão também, mas nunca saberei o que me fez aceitar sua proposta.
Ele não estava preparado para ficar no sol, nem mesmo um protetor solar ele dispunha. E o meu não daria conta, era apropriado apenas para o meu rosto e mãos. Quando o primeiro ambulante passou vendendo protetores, recomendei a ele que comprasse um, pois sua pele era branca por completo, sem nenhum sinal de exposição ao sol. Lembro que sugeri o de mais alto fator existente. Bem atrapalhado, foi quase uma obrigação ter que ajuda-lo a passar o protetor nas suas costas, ombros e algumas partes que ele não soube espalhar. Em algumas partes tinha demais, em outras de menos.
Foi a primeira vez que minhas mãos tocaram no corpo de um homem. Senti uma sensação agradável e percebi que ele teve uma ereção, o que me desconcertou no momento. Nunca tinha visto uma, mesmo assim, supostamente, ocorrida por baixo do short de banho.
Ele, por sua vez, não apresentou nenhum desconforto, manteve-se falante perguntando coisas e em certo momento até esqueci de que tinha visto a sua ereção. Ficamos assim umas duas horas, conversando sobre o Rio, as praias, o caminho que ele fazia para o trabalho, seu trabalho, o que fazia na sua cidade e algumas poucas coisas sobre mim.
Eu já tinha ido ao mar em três oportunidades, só desta vez ele resolveu me acompanhar. Tive que conter o riso, tamanho foi o medo dele dentro da água. Ele era sincero e não escondia seu temor. Desprovido de vergonha, falou estar apavorado com as ondas tentando derrubá-lo e tive muito trabalho para fazê-lo ultrapassar esta área, prometendo a ele que mais para dentro era mais seguro. Demonstrei isso e que também era possível ficar de pé sem o inconveniente das ondas quebrando sobre o seu corpo. Ele foi, segurando minha mão e furando a onda, meio de lado, com o medo estampado no rosto.
Já na área indicada ele se postou muito próximo de mim e agora mais calmo pudemos apreciar o frescor da água. Mas a nossa proximidade acabou por proporcionar-lhe outra ereção, que agora pude sentir ora nas coxas, ora na bunda. Quando a água lhe alcançava a altura do pescoço ele se agarrava em mim e eu sentia seu membro tocar meu corpo. Mesmo desconhecendo a sensação, achei excitante e confesso que gostei, em certas ocasiões cheguei a facilitar o contato para sentir aquela nova experiência. E por isso mesmo prolonguei nossa permanência no mar muito mais do que era meu costume.
Quando finalmente resolvemos sair, uma onda maior quase nos derrubou. Os dois se apoiaram um no outro e conseguimos ficar de pé, mas a parte de cima do meu biquíni deixou a mostra um dos seios quase por inteiro. Com as duas mãos segurando as mãos dele, demorei muito para conseguir me recompor, proporcionando a ele uma visão completa do meu seio, modéstia à parte, bonito e atraente. Lembro que na época não me senti envergonhada, contrariando meu estilo recatado. Sentia-me inteiramente a vontade com ele e não era a primeira vez que isso havia acontecido. Apenas foi por mais tempo e com a certeza que um homem havia presenciado meu seio de fora. Nas duas vezes seguintes ele já estava mais esperto no mar, safou-se de uma onda mergulhando e sempre que se via ameaçado segurava no meu corpo sem cerimônia. Numa das vezes chegou a tocar meus seios e em outra praticamente se agarrou em mim por trás. Nesta ocasião senti perfeitamente sua ereção, encaixada bem no meio da minha bunda e senti uma sensação ainda mais forte; querendo até que aquilo se prolongasse. A tarde transcorreu assim, conversamos na areia e dentro da água; fiquei de certa forma encantada com sua facilidade para falar de tudo um pouco e da forma simples dele, deixando-me bem a vontade e sem os ranços de timidez que me caracterizavam. Por volta das cinco da tarde resolvi voltar pra casa, estava com fome. Então ele falou que queria fazer algo para a gente comer no seu apartamento e perguntou do que eu mais gostava. Respondi que não, que tinha comida pronta em casa feita pela minha mãe e que não precisava se incomodar. Ele insistiu, disse que era o mínimo que poderia fazer pela acolhida que eu proporcionei; aliada a ausência dos meus pais naquele horário, que aos domingos faziam visita aos meus avós e regressando por volta das nove da noite; acabei aceitando.
Saímos da praia direto para o apartamento do terceiro andar do meu prédio. Ao contrário do meu, o dele era voltado para a lateral sem visão da rua. Era bem mais escuro, talvez pelos móveis que eram antigos e a decoração bastante simples; feia, pra falar a verdade. Ofereceu o chuveiro e uma camiseta dele, que colocou a minha frente para demonstrar que servia como um vestido pois alcançava quase os meus joelhos. A principio relutei, depois achei que seria bem mais confortável estar sem areia e sal no corpo, além de estar seca para apreciar o prometido almoço. Ele me mostrou onde pegar toalhas e lembro que não havia condicionador, apenas xampu. Tomei um banho rápido e se o biquíni não estivesse tão molhado teria pelo menos colocado por baixo da camiseta. No espelho constatei que meus seios ficavam muito aparentes em seus contornos e isso me preocupou. A saída de praia era transparente completamente, inviabilizando o uso. Quando sai do banheiro ele elogiou minha aparição, agora com os cabelos soltos e molhados levemente. Ele entrou para tomar banho e pediu para eu desligar o fogão dali poucos minutos, estava fazendo uma massa e um molho que aparentemente estava pronto e que apenas seria aquecido. Ainda não sabia cozinhar como hoje, mas já fazia o básico através dos ensinamentos da minha mãe.
Eu desligava o fogão quando ele reapareceu. Vestia uma camiseta regata e um novo short, agora de algodão, aparentemente. Não tocou em mim, mas pude constatar que ele permanecia excitado. Aquilo mexia comigo, sentia uma sensação diferente, em nenhum momento eu fiquei temerosa de que algo acontecesse, apenas gostava do clima. Sentia-me completamente a vontade, sem pensamentos que levassem a qualquer tipo de ato sexual, coisa que nunca havia nem chegado próxima. Comemos e eu lembro que o gosto era bom, mas não identifiquei nada de excepcional que tenha marcado minha lembrança. O que marcou mesmo foi ele ter recolhido tudo com muita rapidez e colocado num aparelho de som uma fita K7 com músicas que eu adorava. Eram românticas, todas hits da época, ele me puxou para dançar no vão entre a sala de estar e a de jantar. Então eu experimentei novas e excitantes sensações jamais sentidas.
Lembro que logo que ele me abraçou para dançar, seu membro duro resvalou nas minhas coxas e se alojou bem na minha púbis, fiquei sentindo aquela pressão durante todo o tempo. Meu corpo respondeu com um forte calor generalizado e alguns espasmos que nunca havia sentido. Ele foi me envolvendo com palavras adoráveis de ouvir, seu hálito fresco chegava as minhas narinas e seu abraço era forte, fazendo nossos corpos roçarem um no outro, de forma a nos deixar excitados completamente. Não fiz qualquer oposição ao seu beijo na minha boca. Foi meu primeiro beijo na boca. Ao mesmo tempo suas mãos fortes percorreram minhas costas e até agarraram minha bunda, forçando-a de encontro ao seu membro duro que se deslocou do púbis para o centro das coxas. A partir deste momento me entreguei completamente, deixando ele fazer tudo o que quis e sabia. Aceitei tudo sem impedir nada. E a cada fato novo eu já esperava um avanço para o seguinte, esperava ansiosa que tudo aquilo ficasse ainda melhor, mais excitante, mais prazeroso.
Logo estávamos nus e deitados no grande sofá da sala de estar. Ele percorria meu corpo com a boca, beijando e lambendo cada pedacinho nu da minha pele. Nunca imaginei que ter os peitos sugados pela boca de alguém pudesse refletir em tanto prazer. Meus gemidos eram baixos, mas não que eu estivesse preocupada em não fazer barulho. Quando ele abriu meu pelos pubianos e enfiou a língua os gemidos saíram naturalmente mais elevados. Sentia o desejo de ser possuída. Invadida. Ter meu calor interno abrandado de alguma forma. Senti seu peso sobre o meu corpo, mas não acusei desconforto. Só senti uma ardência forte quando ele iniciou a penetração, mas logo ela se transformou em prazer quando aquele membro movimentou-se dentro da vagina, para dentro e para fora. Os movimentos aumentaram e ficaram ainda mais fortes e contínuos. Seu esforço para manter o ritmo denunciava que estava preste a parar e então, instintivamente, coloquei as mãos na sua bunda e ajudei sua vinda para dentro de mim. Movimento por movimento. Não queria que parasse agora. Estava em processo de alcançar o clímax, sem nem mesmo saber como isso seria sentido.
Senti um turbilhão de sensações. O corpo todo tremeu, uma força poderosa parecia dominar todos os meus músculos que se contraíram todos ao mesmo tempo, gritava e chorava e ria sem controle ou predisposição, enquanto sentia um líquido quente jorrar para dentro de mim e perceber que ele também estava tendo as mesmas sensações que eu. Fiquei assim como se estivesse meio acordada, meio adormecida. Ele não. Depois de um breve momento ele voltou a beijar meu corpo todo e me ajeitou no sofá na posição de joelhos. Falou que eu tinha a bunda mais linda que já tinha visto. As marcas do biquíni pareciam enfeitiçá-lo. Com a língua ele preparou meu ânus para o acesso. Foi então que realmente gemi e fiz um berreiro que nem imaginava existir. Já tinha ouvido falar a “boca pequena” que as garotas do colégio faziam sexo pelo ânus, para não engravidar. Só não sabia que eu seria assim tão receptiva e que fosse sentir sensações tão completas desta forma. Tive um orgasmo tão prolongado, tão diferente do que ocorreu na primeira vez, que quase desfaleci sobre o sofá.
Este homem foi meu durante um ano, mas sem qualquer vínculo afetivo. Nunca senti nada por ele a não ser atração física. Era saber que ele havia chegado e corria para o seu apartamento. Transava com ele até quase dez horas da noite, quando voltava para casa satisfeita e pronta para adormecer. Depois ele se mudou e desapareceu, nunca mais soube dele. Fiquei novamente sem ninguém até quase completar dezenove anos, quando comecei a namorar o homem que atualmente é meu marido. Meu fetiche é encontrá-lo um dia e reviver aqueles momentos, saber dele o que pensava na época, porque desapareceu, resposta que até hoje não obtive.
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