O CIRCO CIGANO  (Contos Dela) escrito em terça 04 dezembro 2007 22:08

Já fiz teatro na juventude. Depois que o diretor com quase o dobro da minha idade de ninfeta quis me comer, acabei deixando as aulas e fui procurar outros hobbies. Mas sempre fiquei com aquela “chama” da interpretação no sangue. Acho que por isso qualquer tipo de manifestação artística me atrai. Adoro circo, por exemplo; desde criança.Faz mais ou menos dois anos estava viajando a trabalho de carro pelo interior, sozinha, voltando para casa. Era sexta-feira, faltavam ainda uns 200km e chegaria perto do anoitecer. No painel acendeu uma luzinha que não sabia o que significava. Estacionei no acostamento e peguei o manual no porta-luvas, queria saber o significado daquilo.Putz! Aquecimento. Problemas de radiador. Sabia que não tinha nada a ver com o rádio, pelo menos; e que era grave. Não passava ninguém e estava no meio de uma imensidão plana, plantação de soja se não me engano. Cidade mais próxima talvez uns 30 ou 50km adiante. Esperei um pouco, não passava viva alma, liguei o carro e a luzinha não acendeu. Reiniciei a viagem. Minutos depois vi um acampamento, adiante. A luzinha voltou a acender e me dirigi para lá. Era um circo, desses bem familiares, de ciganos mesmo. Mesmo morrendo de medo pelo que dizem desses ciganos, me armei da falta de preconceito que rege meus princípios e encarei a situação. Boa hora para comprovar que tudo não passava de lenda, de coisas para assustar as crianças e não falarem com estranhos. Entrei com o carro já esfumaçando o capô do motor. Nem precisava falar sobre o que não saberia precisar, a situação era auto-explicativa. Um senhor veio me receber, falando um português ininteligível, com sotaque que não sabia precisar ser espanhol ou coisa que o valha. Era um acampamento grande, devia ter umas dez ou doze tendas, além de trailers e três caminhões enormes, carretas como se diz. Só não havia veículos pequenos. Muitas crianças, que logo vieram correndo até mim e mulheres, muitas mulheres de todas as idades. - Preciso de ajuda, tem algum mecânico aqui? Perguntei para o senhor.- “Non, eston fuera, solo mañana”. (O que entendi foi que não tinha, que estavam fora e só voltariam amanhã.)- Putz! Tem uma cidade aqui perto? Quanto tempo pra chegar lá?Sem me responder, o homem abriu o capô do carro e fuçou em tudo com as mãos, tirando-a e lambendo os dedos quando queimava as pontas ao encostá-los em alguma parte quente.- “Veña, veña, non sê como ajudarte”. E fazia sinal com a mão para acompanhá-lo. Tranquei o carro e corri para alcançá-lo, com a criançada toda atrás, de todos os tamanhos e sexos. Levou-me para o maior trailer, onde uma mulher exótica e olhos imensos; sorriu para mim, trocando de lado a criança  pequena que tinha nos braços, apoiada no quadril. As roupas coloridas e a pele morena, com diversos colares e pulseiras, além de anéis, formavam um conjunto puxando para o dourado. Também tinha sotaque espanhol, mas entendia perfeitamente tudo que dizia:- Seu carro está avariado? Para onde está indo? Está sozinha?- Para Curitiba, faltam perto de 200km, preciso de um mecânico, ele disse que só amanhã. Respondi parcialmente.- Sim! Sim! Os homens estão vindo ainda, voltaram para buscar um caminhão que quebrou em Foz, só estamos as mulheres aqui, as crianças e alguns velhos, ninguém que possa ajudar. Para piorar ainda mais a situação começou a chover forte, com relâmpago e trovoadas, tempestade que nem havia percebido se formar, senão teria ficado para vir no sábado. Um vento demolidor apareceu do nada e as tendas vibravam como se fossem levantar vôo.- Tem alguma cidade próxima daqui? Quanto tempo? Perguntei.- Não sei dizer, paramos aqui pela manhã, não avançamos mais por causa do caminhão quebrado, atrasado.- Putz! E agora? E nem pega celular aqui, está completamente sem sinal. Posso ficar um pouco aqui? Perguntei?- Sim! Sim! Anastácia? Onde estás? Dê algo para a mulher beber. Estás com fome? Perguntou.- Não senhora, obrigada. Mas aceito uma água. De dentro do trailer apareceu uma jovem belíssima, não sei precisar a idade. Mas tinha em torno de 18 anos; talvez pela quantidade de adereços muito menor que a senhora parecia mais ocidental. Apenas os olhos eram semelhantes, grandes e afastados. As sobrancelhas eram bem grossas e negras e parecia mais um bicho do mato do que uma pós-adolescente. Os cabelos vinham na cintura, também muito pretos. Trajava aquela roupa típica cigana e a saia era muito larga, talvez pelas ancas largas. A blusa sem alça e decotada ampliava seus peitos fartos. Mas parecia altiva, cabeça ereta e olhar misterioso. Veio com uma espécie de maiô cheio de franjas, na mão; trazendo junto um kit de costura, parecia estar pregando lantejoulas ou coisa semelhante. - Sirva água para a moça, depois venha ter com ela. Vai ficar um pouco até resolver como faz para sair daqui. Disse a mulher, quase me informando que eu me virasse para resolver o problema do carro. Olhei em volta e todos haviam sumido; as crianças correram da chuva, o velho “evaporou” e a mulher entrou no trailer, junto com a garota que nem havia saído dele. Estava escurecendo, comecei a pensar como ia fazer. Talvez a solução fosse ir andando e parando até encontrar alguém que resolvesse o problema. Não sabia se isso era possível. Estava tentando descobrir uma saída, mentalmente, quando a garota reapareceu, com um jarro de vidro e um copo, servindo-me de água. - O que são vocês? Ciganos? Para onde estão indo? Perguntei.- É um circo, somos ciganos. Estamos esperando os homens voltarem de Foz.- Seu nome é Anastácia, certo? O meu é ELA, muito prazer. Obrigada pela água.- Você está indo para onde? O que aconteceu com seu carro? Perguntou.- Para Curitiba, voltando para casa. Estava trabalhando em Foz, mas o carro “ferveu”, entende?- Sim, meu noivo era mecânico aqui no circo, sei como é.- “Era”? Não é mais? Ele está com os outros em Foz?- Não, ele foi morto no Paraguai. Por isso estamos fugind.... vindo para o Brasil. Eu percebi o cheiro de encrenca naquela história. Arrastei um banco para próximo de onde estava sentada e disse a ela:- Sente-se aqui, me conta esta história. Teu noivo foi morto? Assassinado? Acidente?Ela sentou-se e abaixou tanto a voz que mal conseguia ouvi-la. Contou-me por alto o que havia se passado e pareceu sincera, mas estava tão desconfiada que não fiquei completamente convencida. O rapaz se meteu com algum paraguaio, desses que contrabandeiam coisas para o Brasil e os dois acabaram brigando pelos resultados dos negócios. O paraguaio tem um bando e matou o rapaz, além de “expulsar” os ciganos ou mataria a todos. Ela era noiva e se casaria dali alguns meses. De toda forma, já havia se passado um mês e fugiram em razão de uma tentativa de vingança malfadada, por parte dos ciganos. Por isso os homens todos foram buscar o caminhão que ficou para trás, precisavam estar reunidos caso estivessem sendo perseguidos. Fiquei intranqüila. E se os paraguaios aparecessem e fizessem o serviço ali, só mulheres, velhos e crianças, ia ser uma chacina. Putz!, tinha que sair dali, mas como? Acho que meus olhos revelaram meu pavor de continuar entre aquela gente. Ela então tentou me acalmar:- Não se preocupe; os paraguaios não virão até aqui, sabem que não podem passar na fronteira com armas. E o que queriam era que fugíssemos, teriam matado a todos se quisessem, ainda no Paraguai. Vou falar com minha mãe, acho melhor achar um lugar para você ficar e esperar os homens até amanhã; eles sabem concertar seu carro. E entrou no trailer, demorando tanto que me senti abandonada.E a chuva não dava sinais de que ia parar, estava escuro já, como faria? Essa era a questão que não sabia responder. Bem, vou puxar o carro bem aqui pro meio e dormir dentro dele, vai ser o jeito, pensei. Não deveriam me impedir, não estaria atrapalhando nada. Imersa nos meus pensamentos, nem percebi ela sair do trailer, quando vi já estava na minha frente, olhando minha cara de assustada e provavelmente pensando em como se livrar de mim, a mando da mãe. Ficamos alguns segundos assim, uma olhando pra outra, até que ela ameaçou um sorriso e me disse:- Você vai ficar no trailer que era do Juan, pra não ficar sozinha vou ficar lá com você, amanhã os homens consertam seu carro e você volta pra casa. Está mais calma?- Putz! Mas não vou incomodar? Eu posso dormir no meu carro, é só trazê-lo mais aqui para o meio; falei.- Você decide, estou oferecendo um lugar mais confortável, vamos até lá para você ver, depois resolve como quer se instalar. Venha! Pegou-me pela mão e arrastou-me para o fundo do acampamento. Abriu um trailer que estava no final do semicírculo e ligou a tomada de um fio que estava pendente. Tudo ficou iluminado. Era um trailer quase novo, apesar de decorado com muito colorido para o meu gosto. Estava limpo e arrumado, depois ela me confirmou que o mantém assim desde a morte do noivo. Ninguém estava usando porque ele não tinha família ali, viera para casar com ela, a intenção era de que os dois partissem para juntar-se aos familiares dele no Chile.Da sacola que trouxe consigo, tirou salame, pão e vinho. Pegou taças e sem me perguntar nada, serviu-me. Suas mãos eram perfeitas, grandes, com unhas muito bem feitas. Não largava o maiô e a agulha, sentou-se e retomou sua tarefa de pregar as lantejoulas. Enquanto isso, tagarelava.Contou sua vida toda, desde criança. Países por onde passou, cidades onde se apresentaram, funções que exerceu, desde bilheteira na infância até a atual de “alvo vivo” para o atirador de facas e assistente do mágico. O maiô que costurava era para ser assistente, completava o figurino uma capa que não estava ali para mostrar. Perguntei se tinha como tomar um banho e ela me indicou um cubículo de menos de 1m², alertou-me que havia pouca água, que eu fosse rápida. Estendeu-me uma toalha lilás com as bordas rendadas e um monogramo bordado “AJ”, que traduzi como sendo do seu enxoval com as iniciais dela e do ex-noivo. Só então me lembrei que havia deixado a mala no carro, mas com aquela chuva e agora de banho tomado, não ia sair lá fora. Não tive coragem de pedir a ela que o fizesse, estava quente, dormiria assim, pelada mesmo. Enrolada na toalha, bebi mais vinho que ela não parava de servir. Acho que já devia estar bem “altinha”, pois parou de pregar as lantejoulas e agora só me observava. Seus olhos percorriam meu corpo e nossos olhares se cruzavam, sempre abrindo sorrisos uma para a outra. A toalha cobria apenas dos meus seios até um palmo abaixo da bunda, minhas pernas ficavam totalmente à mostra e percebi que ela olhava muito para minha pele clara. Perguntei porque me olhava tanto e ela ficou encabulada, mas me confirmou que a pele clara era muito diferente para ela, não tinha visto ninguém assim antes. Uma gritaria lá fora me fez dar um sobressalto, enquanto ela nem se afetou.- Será que são os paraguaios? Perguntei já em pânico.- Não! Esqueça isso, é apenas um casal que briga todas as noites antes de dormir, os vizinhos estão brigando junto para que se calem mais rápido, abrindo um sorriso largo. E me serviu mais vinho. Por via das dúvidas espiei para fora mas estava tudo tão escuro que não vi nada. Mas ela sim. Na posição que fiz para espiar pela janelinha do trailer, mostrei a ela toda a minha bunda e minha boceta raspada, que a encantou. Quis ver de todas as formas e tive que tirar a toalha para ela tocar. Passou suas mãos grandes pela minha vulva e depois falou:- E muito bonita assim, queria que a minha também fosse igual.- É retirado com cera quente, dói bastante mas leva muito tempo para crescer; falei.Ela ficou admirando e aquela ralação de mão já estava me deixando mole, com todo aquele vinho na cabeça já estava tendo idéias; quando ela perguntou se eu queria deitar-me. Respondi que sim, que era melhor mesmo a gente ir dormir. Então ela abriu uma cama de dentro do que pensei ser um armário, que dominou todo o espaço onde estávamos. Como ela sabia de tudo por ali, imaginei que devesse fazer amor com seu noivo naquele lugar e perguntei se tinha saudades dele, de deitar com ele.- Não! Ela respondeu com olhos arregalados. Não podemos. Temos que casar primeiro.- Então você é virgem? Perguntei.- Sim, sou casta! Enquanto tirava suas roupas e todos aqueles acessórios, colocando-os sobre uma prateleira perto da porta. Como eu, ela ficou nua em pelo e quando se virou pude ver seus pentelhos negros e muito fartos. Como tambem eram fartos seus seios e sua bunda grande, mas muito firme. Tinha uma cinturinha totalmente desproporcional ao seu quadril, muito largo. Mandou que me deitasse, pois ia apagar as luzes, obedeci. Ela deitou-se ao meu lado e senti seu perfume, doce e acentuado. Perguntou se estava com medo dos paraguaios aparecerem e respondi que sim. Então ela me abraçou e ficou passando as mãos no meu cabelo, com se quisesse me acalmar. Ficou falando tudo de novo, que eles não viriam, que não devia me preocupar e começou a cantar baixinho uma canção que nunca tinha ouvido antes, mas era bem agradável. Depois se ajeitou de novo e ficou um pouco mais recostada, com minha cabeça sendo depositada no seu ombro, sempre afagando meus cabelos. Pude sentir seu coração acelerado e o perfume dos seus seios. Ela se virou um pouco mais e achei que fez de propósito, porque foi o suficiente para seu mamilo tocar meus lábios. Estavam bem duros e eram bem pontudos. Coloquei as mãos nas suas costas e comecei a afagá-la também, então ela puxou minha cabeça para mais perto de si e minha boca foi “penetrada” pelo mamilo do seu seio. Passei a língua e ela gemeu. Senti que estremeceu inteira. Ela me queria, pensei. E comecei a chupar seus peitos, primeiro bem devagar, como se estivesse mamando. Depois fui pra cima dela, coloquei minha boceta na dela e percebi sua excitação. Estava toda molhadinha. Beijei-a na boca e ela correspondeu ansiosa. Então não parei mais. Chupei seu pescoço, voltei para os seios e fui descendo, arrancando dela gemidos cada vez mais estimulantes. Quando cheguei na sua boceta ela estava com as pernas totalmente abertas e não tive dificuldade de instalar minha cabeça entre suas virilhas. Com as mãos afastei aquela imensidão de pentelhos e comecei a chupar sua boceta doce. Passei bastante a língua por tudo e depois fiquei brincando com seu clitóris durinho de um lado para o outro. Ela agarrou meus cabelos sem dó e começou a gemer cada vez mais alto até explodir num gozo longo, se contorcendo toda e comprimindo meu crânio entre suas pernas. Fui para cima e a beijei, para que sentisse seu gosto nos meus lábios e língua, ela chupou tudo como se quisesse me deixar sem vestígios do seu olfato. No meu ouvido perguntou se podia me chupar também e disse para ela:- Pode querida, sabe como fazer?- Nunca fiz, mas vou fazer como você fez, está bom assim?- Hummmm!!! Vai ser ótimo, com essa língua grande que você tem, vou adorar. Então ela se posicionou ao contrário de mim e começou a chupar meus seios, que a esta altura pareciam que iriam explodir. Meus peitinhos cabiam inteiros na boca grande dela. E ela chupava, passava a língua e ficava com tesão, então mordia; arrancando de mim gritinhos de dor, prazerosa. Mas foi na minha boceta que ela me detonou. Enfiou aquela língua grande em tudo, lambeu e chupou até que eu gozei na sua boca, que não parou um segundo de me sorver. Então fiquei de quatro e pedi que colocasse a língua no meu rabinho, não perderia aquilo por nada. Na sua total falta de experiência, ela acabou por me proporcionar um orgasmo espetacular. Fez no meu cuzinho o mesmo que havia feito na boceta. Na falta de um clitóris, ela enfiou a língua e ficou mexendo de um lado para outro, o que me deixou louca. Pedi que enfiasse os dedos e fiquei pedindo mais e mais, até que três grandes dedos juntos e completamente enterrados num vai-e-vem frenético me levaram a explosão de mais um gozo. Nem tinha terminado de gozar e ela estava ao meu lado me pedindo aquilo também.- Faz em mim, faz em mim, estou louca de tesão, quero você lá dentro, ela disse.Recuperei-me um pouco, beijando sua boca insana e toda lambuzada, enquanto atiçava seu clitóris duro como pedra com as mãos. Coloquei-a de quatro e lamentei a escuridão, devia ser uma visão do paraíso aquele rabo grande todo aberto esperando por mim. Comecei lambendo a papada da sua bunda, que mordia e chupava em intervalos precisos. Ela mesma abriu as bandas da bunda com suas mãos, enquanto ouvia seus gemidos abafados com o rosto enfiado nas almofadas. Lambi suas pregas e cutuquei o cuzinho com a ponta da língua. Estava completamente aberto, esperando uma penetração. Pensei: “não vou dar conta com os dedos, isso merece mais” Falei para ela esperar e fui até a porta, onde sabia estar a gaveta com os utensílios de cozinha. Apertei o botão do fogão e acendi uma boca, a iluminação me permitia ver alguma coisa. Dentro da gaveta um amolador de facas com o cabo redondo; perfeito. Trouxe-o para cama e comecei a chupá-la de novo, até que voltei a ouvir novamente seus gemidos abafados. Quando estava novamente no ponto iniciei a penetração e ela ficou enlouquecida. Levantava a bunda e jogava o corpo para trás, enquanto eu a penetrava até a proteção do cabo. Essa garota urrou de tanto dar o rabinho. E rebolava, pedia mais forte, e ficava se mexendo horizontalmente para dentro e para fora daquele instrumento, de joelhos sobre a cama.Quando gozou berrou abafado com o rosto enterrado nas almofadas, falando coisas em espanhol que mesmo sem entender, percebi serem palavrões. Quando ela descobriu, finalmente, o que eu havia usado para saciá-la, explodiu em gargalhadas até quase engasgar. Antes de adormecer, discutimos vários nomes para batizar o “garotão” que tinha dado tanto prazer pra ela. Chegamos a conclusão, por dois votos a zero, que seria chamado de “Janjão”.
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