ABRINDO MÃO  (MENSAGENS AOS LEITORES) escrito em sexta 03 julho 2009 21:11

Uma oportunidade me fez pensar: Por que não?

Dias depois eu estava a caminho de Paris!

Deixei muita coisa pra trás, tanto no plano familiar, no sentimental, no pessoal e profissional; apostei no futuro!

A chegada já me reservou uma surpresa negativa: minhas malas sumiram! Foram quase 20 dias de espera pela localização, mas apenas uma foi resgatada, a menos importante: só tinha roupas. E isso eu poderia comprar. Aliás, este era o plano. Levei poucas roupas, a idéia era ir comprando a medida da nescessidade.

Dias depois já estava mergulhada no estudo. Acho que passei uns seis meses só estudando, dormindo e me alimentando. Nada de diversão! Até que conheci uma pessoa interessante e horas depois estava me esbaldando (tirando o atraso mesmo) com um sexo que pareceu ser o melhor de todos da minha vida. Ledo engano! Duas semanas depois e eu já estava achando aquilo tudo "um saco".

Mas eu aprendí a língua rápido e estudar passou a ser a segunda prioridade. Me divertir passou a ser a primeira. Toda sexta-feira eu cabulava as aulas e viajava quinta a noite para uma cidade nova. Voltava domingo a noite e na semana seguinte, tudo de novo. Foram mais de 20 cidades que visitei assim. Algumas fui outras vezes, mais de uma vez, duas, três...

Vou contar com detalhes, no transcorrer das postagens.

Quando Maio deste ano chegou, comecei a preparar minha volta ao Brasil. Contatei pessoas que poderiam me dar emprego, refiz minhas contas pra saber o quanto ainda me restava (afinal, se não conseguisse trabalho no segundo semestre, teria que continuar comendo) e marquei a passagem de volta: 30 de junho de 2009. Aqui estou!

Estou me sentindo o máximo! E ainda falando francês, fluentemente! Começo a trabalhar dia 10 de Agosto, uma segunda-feira. Fiquei sabendo a poucas horas.

Este é um "resumão" da minha ausência. Andei lendo os blogs dos amigos aqui, muita gente nova também. Outros sumiram... Que pena! Uma em especial me chocou, soube que faleceu. Outra me surpreendeu, está praticando um novo estilo de vida. Não pensei que fosse sério... digo isso pela forma que escrevia antes seus artigos, mas agora está mais do jeito que eu penso. Adorei!

Enfim... Mudamos todos... Sempre!

Alguem já disse: "A única certeza que podemos ter é que nada deixa de mudar... sempre". Então, pensem: "Dessa água não beberei?"

Beberei sim! Beberemos!

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DE VOLTA, AO BRASIL, ZIL, ZIL, ZIL  (MENSAGENS AOS LEITORES) escrito em quinta 02 julho 2009 22:26

Neste fim de semana fariam exatos 12 meses fora do país!

Perdi minha mala na ida, com agenda, senhas, telefones e tudo que eu tinha anotado especialmente para continuar postando aqui.

Agora que voltei, estou ABARROTADA de histórias para contar.

Me aguardem...

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ABORDAGEM PRAZEROSA  (Contos Dela) escrito em sexta 04 julho 2008 02:04

Eu jamais teria olhado, mas uma vitrine refletiu a imagem dela e vi seu sorriso e o olhar baixo, observando meu corpo bem no meio. Não costumo dar bola para “psiu” e cantadas baratas as minhas costas.

Mas algo em mim aceitou e fiz uma pose de descontraída, como se estive observando o sapato, que realmente me interessou. Então a bunda ficou assim, naquela posição que costumam dizer: “como Napoleão perdeu a guerra”.

Ela soltou outra observação quase chula. E por incrível que possa parecer, me excitei.

 

Entrei na loja e ela entrou também. A moça veio ao meu encontro e perguntou:

- Vocês estão juntas? Posso ajudar?

- Não! Mas vamos ficar! Ela respondeu.

Eu virei surpresa e ela sorriu, eu sorri também. Sei lá exatamente por que. Sua segurança e ousadia acabaram por me fazer curiosa onde tudo aquilo terminaria. Então a moça sorridente e prestativa perguntou o que eu desejava e respondi; apressou-se em buscar o sapato que eu queria provar. Foi então que ela se apresentou, fazendo questão de apertar minha mão estendida e ainda dar os dois beijinhos no rosto.

 

E conversou comigo, como se me conhecesse há décadas, chegando a opinar sobre o sapato e até sugerir um outro, que acabei comprando. Saímos da loja para um café e ficamos conversando quase o resto da tarde.

Nem saberia dizer sobre o que falamos, exatamente, porque ela interrompia cada frase para me elogiar, exacerbando predicados que eu até acho que tenho, mas não tão exageradamente ditos.

Depois me convidou para a sua casa, não muito longe mas que foi necessário usar o carro. E foi no carro que ela começou a me tocar. Primeiro nas coxas, depois no meio delas. Eu fui ficando cada vez mais excitada até que na garagem do prédio dela, consenti num beijo roubado e que depois eu mesma não queria que parasse mais.

 

E tudo foi se precipitando, desde o desembarque, durante o uso do elevador até a porta do apartamento, aonde já cheguei desabotoada, desalinhada e completamente entregue aos seus desejos. Mas foi durante o momento que ela me despia que eu tive a certeza de que queria ser dilacerada pela boca e pela força dos dentes que ela usava contra meus seios empinados, empertigados e abarrotados de tesão. Meus gemidos não passaram por estágios, não iniciaram com sussurros, foram diretamente para a expressão gutural da dor. As mordidas eram tão intensas e freqüentes por todos os lados dos seios, que temi pela perda de partes deles. Mas o que normalmente me levaria a uma reclamação, me levou ao êxtase. E eu queria cada vez mais e mais forte.

 

Perceptiva, ela abrandou seus intentos, chupando-os mansamente. Mas deliciosamente excitante. E seguiu assim, para baixo, fazendo eu me contorcer quando passou pela barriga. Ora querendo rir, ora querendo gemer mais alto.

Nas coxas ela me fez arreganhar as pernas, indicando o caminho que eu desejei que ela seguisse. Pouco se importou com minha vontade. Virou-me de bruços, sem parar de morder minhas nádegas, abriu-as e enfiou a língua por todo o vale. Foi acima e abaixo, por incontáveis vezes, concentrando-se no orifício anal por dezenas de minutos, depois.

Implorei, prometi deixar fazer o que quisesse, mas ela só queria ficar ali me enlouquecendo.

 

Finalmente, estendeu a mão e retirou debaixo do colchão um dildo descomunal; que absorvi como se fosse de forma e tamanho normais. Só o berreiro de prazer denunciou que eu nunca sentira tanto tesão como naquele instante. Meu orgasmo foi prolongado e exuberante, porque nunca parou o vai-e-vem que promoveu.

Então sua boca chegou ao clitóris, novamente remexida de um lado para o outro, na posição que ela desejou. Uma outra sensação associou-se com o término do meu gozo anal e outra vez me vi aberta para experimentar sua língua por toda a região da virilha até o púbis.

 

Podia perceber o calor naquela região, assim como a umidade que jorrava, escandalosa. Os sons dos chupões e meus gemidos quase histéricos foram substituídos pelos gritos de incentivo que pronunciei. Estendeu de novo o braço para debaixo do colchão e sacou uma nova “arma” que não cheguei a por os olhos, apenas ouvi o barulhinho sendo acionado. Depois foi a sensação de invasão, iniciada nas bordas e depois a penetração firme, mas vibratória; vagina adentro.

Foi como um ferro em brasa que encontra mais brasa. O calor gerado e os movimentos em todas as direções me fizeram escrava daquele prazer. Mexi e remexi o quadril, gritei e pedi o que quis, fui atendida até que explodi, ou implodi. Nem sei! Sei que gozei desesperada. Sei que me agarrei nas bordas da cama. Sei que gritei tudo que sentia. Sei que solucei, ri e chorei de tanto gozar.

 

Depois só carinhos de um par de mãos macias e quentes, por toda a minha pele.

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CHURRASCO COM PIMENTA  (Contos das Leitoras) escrito em quarta 25 junho 2008 06:07

ESTE TEXTO VEIO PARA PUBLICAÇÃO ATRAVÉS DA CAIXA DE MENSAGENS DA “ELA”, COM UM RECADO IDENTIFICANDO SER  UMA “AMIGA” BLOGUEIRA QUE DISSE NÃO SER POSSÍVEL PUBLICAR ESTE POST NO SEU BLOG. COMO SOU SEU LEITOR, CONCORDEI EM REPASSAR PARA VOCÊS NO NOSSO “CONTO DAS LEITORAS”. DELICIEM-SE:

 

O avião que a trouxe da Bahia chegou no horário previsto. Quando vi a aeronave tocar o solo, meu coração disparou. Enquanto taxiava na pista, eu corria pelo saguão para chegar à área de desembarque. A porta automática abriu-se e ela surgiu, puxando uma mala com a mão esquerda e segurando sua bolsa com a outra.

No olhar um brilho de ansiedade, que refletia a alegria de finalmente conhecer-me pessoalmente. O sorriso confirmava a satisfação de estar a apenas alguns passos do primeiro abraço, de sentir meu cheiro, de confirmar as imagens que conhece apenas do mundo virtual.

Quando nossos olhares finalmente se cruzaram, o sorriso amplificou. Os olhos arregalaram de alegria e seu primeiro impulso foi largar a mala e apressar o passo em minha direção. Abri os braços e a recebi inteira. Senti seu perfume invadir meus sentidos e meu corpo foi agraciado com seu abraço. Apertei seu corpo contra o meu e ela fez o mesmo, ficamos assim enquanto falamos uma para a outra:

- Nem acredito que você está aqui minha querida!

- É um sonho estar aqui meu amor!

 

Nossas bocas beijaram as faces contrárias, tão próximas dos lábios que o desejo invadiu imediatamente meus pensamentos, queria tê-la inteira no conforto da minha morada. Ajudei com a mala e fomos para o estacionamento, ela de braços dados comigo, o sorriso permanente na boca e os olhos observando todos os detalhes em volta. Provavelmente construiu molduras para gravar nossas cenas em espaços reais na sua memória. A memória do nosso primeiro encontro, o sentido do nosso primeiro aroma que captamos uma da outra.

Chegamos ao carro e ela não resistiu, veio para o meu lado e me beijou na boca, depois lambeu os lábios e disse que meu gosto era melhor do que havia imaginado. Passou uma das mãos na minha coxa e disse que minha pele era mais macia do que a de um pêssego, mas que deveria ser ainda mais suculenta do que a do caju.

Depois que passamos pela guarita e tomamos o rumo de casa, ela se abaixou e lambeu minhas coxas, levantando a saia até onde conseguiu e cheirou minha virilha. Exclamou “delícia” e depois deu uma mordida, arrancando de mim um “ai” manhoso, mas que não deixava dúvidas quanto a minha satisfação dela ter feito aquilo.

 

Contou sua viagem resumidamente, sem tirar os olhos de tudo que passava pela a sua volta pelos vidros do carro; algumas vezes interrompia sua narrativa, apontava e perguntava: “o que é aquilo?”

Mas enquanto eu informava, ela não tirava os olhos de mim, desconfiei que não queria saber o que perguntou, mas apenas me ver e ouvir falar. E, enquanto eu falava, sua mão percorria minha perna, algumas vezes mais suavemente, noutras mais atrevida. Em todas, minha ansiedade só fazia aumentar, queria chegar logo em casa. Quando chegamos na garagem ela perguntou se tinha alguém em casa, diante da minha negativa ela me agarrou. Sua boca voraz sugou os meus lábios e depois meu pescoço. Eu tentava abrir a porta mas ela só fazia abrir meus botões, expor minha intimidade que agora era sua propriedade exclusiva. Tomou posse de cada centímetro do meu corpo. Peça por peça ela abriu, retirou e jogou para todos os lados, deixando um rastro que denunciava toda a sua ansiedade para me possuir por inteiro.

 

Como se soubesse a distância entre a entrada e a minha cama, restava sobre o meu corpo a calcinha e o sutiã, apenas. Então, de afoita ela ficou  deliciosamente lenta nos movimentos, mas selvagem nas atitudes. Arrancou meu sutiã e abocanhou meus peitinhos, um de cada vez por alguns instantes, até que o mamilo estivesse empertigado por completo. Então o chupava com os lábios e depois mordiscava, arrancando “aís” que motivavam a repetição, ora num, ora noutro. Depois subia até meus lábios e me beijava, segurando minha cabeça com as duas mãos e sorria entre um beijo e outro.

Percebendo minha sensibilidade na região da nuca, ela beijou e mordeu toda a região, enquanto eu virava de bruços. Desceu beijando e lambendo minhas costas, enquanto eu gemia confirmando o prazer de suas atitudes. No cofrinho ela se deteve, ficou ali fazendo zig-zag com a língua estendida e endurecida, penetrando o vale de carne. Com os dentes, foi baixando a calcinha e a medida que a pele se revelava, num veio minúsculo entre as bandas da bunda, suas mãos alargavam para a língua profanar a profundidade. Quente e úmida, penetrou cada centímetro, arrancando mais gemidos, cada vez mais altos e ininterruptos.

 

Quando a calcinha chegou no meio das coxas, ela abandonou o meio da bunda e se concentrou na papada, onde alternou lambidas, beijos estalados e mordidas. Chupões profundos, lambidas carinhosas, mordidas deliciosas e beijinhos de compaixão, esta foi a seqüência adotada por minutos. De vez enquanto cheirava meu sexo e soltava um suspiro acompanhado de “huns” ou “ais” com palavras que definiam sua satisfação: “delicia”, “gostosa” e “tesão”. Quando eu pensava que ela se apoderaria do meu sexo, ela descia ainda mais pelas coxas, abaixando a calcinha já enrolada em direção aos pés. Tentei me livrar da peça mas ela impediu, depois lambeu toda a minha coxa e na seqüência a panturrilha. No instante que ela chegou aos pés eu me virei e ela atacou meus dedos, chupando um a um e passando a língua entre eles. Fui ao delírio, gemi e me agarrei a cabeceira da cama, me contorcendo de prazer. Ela veio percorrendo de novo minha perna e coxas, agora pelo lado inverso mas com as mesmas ações de quando veio aos pés, em sentido contrário.

 

Então senti quando ela colocou a cabeça entre as minhas coxas, na altura da virilha. Seu nariz tocou meu clitóris e eu abri as pernas ao máximo, flexionando-as na altura dos joelhos. Ela lambeu de baixo para cima e foi abrindo a vulva, enquanto a língua penetrava, transformando essas etapas em prazer de me fazer gritar e gemer. Brincou com a língua neste pequeno triângulo completamente depilado especialmente para sua vinda. Senti seus dentes nas carnes umedecidas e em brasa, sendo ainda mais atiçada; agora já procurava sua mão para repassar-lhe o consolo que desejava sentir nas minhas entranhas. Ela chegou a pegá-lo, mas não fazia menção de enterrá-lo dentro de mim. Ficou brincando com a sua ponta no ânus, enquanto seus lábios fazendo “biquinho” chupavam meu clitóris cada vez com mais força.

Só depois de me ver em desespero aceitou minhas ordens implorando “mete”, “mete tudo”. Senti a penetração ser amplificada pelos chupões no clitóris e os movimentos sendo sincronizados: o consolo penetrava e o clitóris sendo chupado. Tudo em crescentes movimentos, eu estava agarrada na cabeceira e gritando de prazer até explodir em gozo.

 

E foi aos berros, soluços e contorções pelo corpo que durante o orgasmo recebi o peso do seu corpo, que leve e quente percorria o meu, ora acima, ora embaixo; mas sempre focado na altura da vulva. Sua boca variava de alvo, com o corpo embaixo ela refazia os movimentos sobre os peitinhos: lamber, beijar, chupar e mordiscar. Quando seu corpo subia, ela fazia o mesmo no pescoço ou ombros. Resisti o quanto pude mas outro orgasmo veio junto com o dela. Nossos gemidos se confundiram, nossos gritos de prazer competiram, nossas palavras se repetiram: todas para elogiar nossas sensações, uma da outra.

As respirações ofegantes invadiam nossos ouvidos ainda, quando nossas mãos trocaram a posse de outro consolo. A minha, repassando, indicando que a xoxota queria ser invadida. A dela, decidida a satisfazer todos os meus desejos.

 

Sentindo a busca pela abertura mágica, escancarei o máximo que pude as pernas, queria que ela presenciasse seu ato. Ela foi-se inteira para a região mais central do meu corpo e senti de novo sua língua lambendo o clitóris. O consolo, sob o comando de suas mãos ágeis, penetrava suavemente; contrapondo o meu tesão que só fazia ampliar. Lentamente ela foi fazendo o falo alargar a caverna completamente encharcada dos meus próprios fluidos, enquanto minha garganta emitia os sons que motivavam a freqüência com que ela fazia eu sentir a invasão que me satisfazia. Senti a penetração de cada centímetro, mas também o desespero da evasão que não sabia ser definitiva ou provisória. Mas o aumento da freqüência e da intensidade proporcionava prazer e dominavam meus sentidos. Se ela não soubesse que sou escandalosa, certamente teria paralisado tudo, tantos eram os sons que eu emitia e o volume que eles propagavam.

 

Quando o orgasmo dominou meu ventre o corpo todo vibrou. Os gritos eram tão intensos que ela não queria que eu parasse mais de gozar, maravilhada com o prazer que estava me proporcionando. Suas mãos percorrem o meu corpo, como se tentasse estendê-lo para que pudesse absorver todo o tesão emanado pelo gozo. Aquilo amplificou ainda mais meu prazer!

Mas meu instinto feminino apoderou-se dos meus sentidos e um ciúme indesejável tomou conta dos meus sentimentos: será que é assim que ela transa com a sua namorada? Enquanto olhava para seu rosto, imaginei que ela estivesse pensando o similar: será assim que ela transa com todas as outras?

A mulher é uma criatura incrível em todos os aspectos!

 

VOCÊ TAMBÉM PODE CONTAR SUA HISTÓRIA AQUI NO “M.I.D.U.A.S”. MANDE SEU TEXTO PARA ela_miduas@hotmail.com QUE PUBLICAREMOS NO NOSSO ESPAÇO DEDICADO AOS “CONTOS DAS LEITORAS”.

 

VOCÊ PODE LER OUTROS CONTOS DESTA AUTORA EM   http://insopitavel.loveblog.com.br

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A CONHECIDA  (Contos Dela) escrito em quinta 05 junho 2008 04:58

ELE estava me contando umas coisas da sua semana pelo MSN, quando citou que ela passaria pela cidade a caminho do seu destino. Tenho tesão nessa mulher, uma lésbica minha conhecida com olhos mais que misteriosos. Sabia que ELE tinha o telefone dela mas não quis pedir na hora. Em outro dia consegui dele o número e então liguei:

- Oi tudo bem? Sabe quem está falando?

- Não! Fala mais, quero ver, acho que estou reconhecendo . . .

- Soube que você vai passar aqui pela cidade, não quer ficar uma noite aqui pra conhecer os points?

- Caramba, já sei quem é! Como conseguiu meu número?

- ELE tem, você passou pra ele, não lembra?

- Lembro, agora. Mas não sei se vou passar no fim de semana, acho que só segunda-feira pela manhã.

- Bem, agora você tem meu número, se for passar aqui me liga. Tchau!

- Tchau! Pode deixar, se passar por aí eu ligo sim.

 

Na sexta-feira o telefone tocou avisando o recebimento de um SMS. Vi que era dela. A mensagem dizia que ela viria no domingo, final da tarde. Mandei outro SMS de volta avisando que estaria esperando. Depois fiquei pensando, onde poderia levá-la no domingo a noite? Lembrei do Jack In que abre a partir das 18h no domingo, nunca estive por lá nestes dias mas se estivesse aberto mesmo já estava de bom tamanho. Quando a hora chegou fui me encontrar com ela, sem no entanto poder utilizar meus melhores artifícios de atração: roupinhas que mostram o máximo e escondem o mínimo. O frio da cidade não permite. O jeito era usar minha capacidade de flerte com as regras pré-estabelecidas: segredo do nosso encontro. Duas coisas iam despertar a curiosidade dela. A primeira, nem cogitava responder, que deveria ser o “por que” de tanta atenção com ela. Que descobrisse sozinha, depois. O segundo, sobre ninguém saber, era para ela não ficar contando na cidade dela que saiu comigo. Aquela gente lá é muito tradicional, conservadora, não quero meu nome vagando pelas línguas da comunidade local. E “valorizando” nosso inocente encontro para conhecer lugares que ela gosta, certamente despertaria nela a pergunta que não se calaria dentro da sua mente: Ela gosta de mulher? O que a instigaria a “testes” que presumi serem os mais deliciosos joguinhos de sedução que ela certamente saberia jogar.

 

Encontrei-me com ela e fiz toda aquela cena necessária para que meus planos se concretizassem. Levei para um lanche (ela chegou com fome), passeei pela cidade num tour rápido e objetivo: aqui é isso, ali é aquilo, eu moro para aquele lado (sem dar a direção efetiva), trabalho naquela outra direção, uma certa confusão para deixá-la sem saber como introduzir o assunto, ainda. Quando deu a hora que o bar abre, rumei para lá. No caminho fui falando dos lugares que ela provavelmente gostaria de conhecer, mas que eu não sabia como chegar por nunca ter ido. Mas que tinha um que uma amiga da academia disse ter passado uma noite agradável e que poderíamos conhecer. Não era longe dali. Chegamos ao local alguns minutos depois. Toda a preocupação dela estava onde ela ficaria aquela noite, quando prosseguiria a viagem, as coisas práticas do mundinho dela. Eu não poderia dizer nada, como falaria que meus planos eram passar uma tórrida noite de sexo com ela? Eu queria ser “seduzida”, queria experimentar seus propalados dotes de “abatedora” de mulheres sem nenhuma experiência homossexual. Aquilo me fascinava.

 

Chegamos no bar e estava sem a lotação costumeira das noites de sábado, que costumo freqüentar. Escolhi uma mesa bem no canto, a ocasião merecia o máximo de privacidade possível. Perguntei o que queria beber e ela escolheu cerveja, que eu já sabia ser sua preferência. Depois de uns dois goles, sugeri que ela fosse dar uma volta para conhecer todo o local.

- Eu vou ficar bem, pode ir, não se preocupe.

Com isso quis demonstrar uma certa ingenuidade quanto a freqüência em bares de lésbicas, onde ir sozinha representa sempre uma predisposição para ser assediada. Ela foi, provavelmente para pensar como deveria agir dali para adiante. Voltou poucos minutos depois, dizendo o que viu e perguntando se eu não queria fazer o mesmo para conhecer. Falei que depois, talvez. Insisti na manutenção de segredo absoluto sobre este nosso encontro, acrescentando a citação mágica que a faria pensar que eu estava disposta a encarar uma abordagem mais “excitante”.

- Posso confiar em você, não é? “Tudo que acontecer aqui” vai ficar só entre nós, não vai?

 

Se ela não entendesse o “tudo que acontecer aqui” como sendo o sinal verde, então ela não era o que costumam falar dela. Uma “pegadora” deliciosa; que fazia algum tempo vinha me instigando. Mas aconteceu como eu previa. Ela se disse “de confiança”, que eu não me preocupasse com ela, pois a “discrição” era a sua maior qualidade. Então colocou as garras de fora e começou a falar de mim, de como eu era bonita, atraente e que ela nunca “chegou” por esse e aquele motivo; que ela é uma pessoa que presa a amizade e todo um caminhão de justificativas. A música convidava a dançar e tomei a iniciativa, levantando-a da cadeira com uma das mãos. Ela ficou meia sem jeito, acho que não era o ritmo preferido dela, mas eu fiquei tão perto que roçar nela era inevitável.

Daquela posição para os seus braços enlaçarem minha cintura e minha boca ficar a centímetros da dela, foi só uma questão de eu querer. E eu quis! Então seus olhos ficaram fixados nos meus, meu sorriso a chamou ainda para mais perto e ela veio me beijar.

Senti meu corpo desejando seu abraço, sua língua penetrando minha boca ávida e tive que me conter para não levá-la dali direto para o primeiro motel que encontrasse.

 

Nós ficamos muito tempo assim, trocando beijos e suas mãos procurando explorar o meu corpo o máximo que era possível num local público. Até que ela perguntou se não tinha um lugar mais adequado para a gente ficar a sós. Encaminhei nossa saída do lugar e rumei para um motel. Ela veio me pegando e me deixando no clima até quando chegamos. Depois foi o delírio! Ela sugou meu ventre com a boca experiente, fez meus seios quase explodirem de tesão, arrancou de mim os mais sentidos gemidos e gritos de prazer. Sobre o meu corpo ela experimentou seu orgasmo, depois de extrair de mim os gozos mais alucinantes. Chegou ao deliro quando ofereci o sexo anal para sua ultima descoberta sobre minhas preferências. Com dedos ágeis e a língua percorrendo meus pontos mais excitados, penetrou-me sob meus pedidos de mais, mais forte, quero tudo. As explosões de gozo, sons prazerosos e sua própria satisfação, desfrutando do meu corpo; fizeram dela a mais sorridente e satisfeita mulher que gosta de mulher naquela noite. Tenho certeza!

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